Há homens que foram eternizados por seus atos. Contínuos ou momentâneos. Homens exteriormente frágeis, porém, trazendo em si uma fortaleza ímpar; quase sempre silenciosos, porém, dotados de sabedoria – filha do silêncio, da observância, oração e meditação! –. Enganosamente, alguns confundem o silêncio com fraqueza, porém, o seu poder é incontestável – é uma arma poderosa, precisa e avassaladora –. O silente não é mudo, passivo e/ou subjugado, ele é preciso! É verdadeiro; exímio estrategista. O falante se perde na oratória - muitas promessas e pouca ação - aliás, falar não combina com agir. A máxima do poder está na quietude. ‘A ação de um ato é o clímax decorrente dos preâmbulos silentes.’ O maior dos homens – Jesus Cristo – era comedido nas palavras. No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente (Provérbios 10.19). A natureza, Sua criação, é exemplo para tantos quantos, silentes a observa. A luz e o ar, mesmo que tênues e silenciosos, penetram profundo; a vida terrestre é dependente do silencioso e invisível oxigênio. Há poder no silêncio, lembro-me do poder existente nos olhares dos meus pais...Quem de nós – seus filhos – se atreveria a desobedecê-los? “O verdadeiro poder está na ação silenciosa de uma determinação!” Deus, o Poder Supremo; Incontestável Existência; Silente e Invisível a ponto de – por muitos – ser desacreditado por assim ser... Silenciosamente rege o mundo, determinado no cumprimento de Suas Leis, faz-se ouvir no momento preciso pelos que as desobedecem. Ele, o maior pacificador, que a história registrou. Por isso, é "O Príncipe da Paz!" Pacificador, não é o ser passivo, submisso, inerte e/ou apático. Porém, é o que usa de todas às armas, geradas através do ‘poder do silêncio’, até o momento máximo, quando enfim, se faz necessário ser ouvido! O homem, obra de Seu poder, é gerado em silêncio, até o momento da ação final: o nascimento.
O termo pacificador no grego literalmente quer dizer: O que promove a paz; fazedores da paz; os que trabalham pela paz; o que é determinado em promover a PAZ. Sabemos, porém, que a concretização desse ideal por muitas vezes, origina guerras.
Gandhi usou as armas do silêncio, não da indolência. Agiu, usou a palavra no momento oportuno, se fez sacrifício vivo – em forma de jejuns e orações – por muitas vezes, sofreu prisões, lutou pelos direitos dos hindus, pregou a não violência como arma poderosa, organizou uma greve em 1922 pela queda de impostos, causa nobre e meios nobres de lutar, porém o povo se levantou em fúria e depredou patrimônios públicos, Gandhi se confessa ‘culpado’ e é preso. Em 1930 viaja à Londres, Inglaterra, para negociar a independência da Índia, em vão. Em 1947 a índia se torna independente. E O fanatismo dos hindus e mulçumanos, os levaram a uma batalha sangrenta, resultando em milhares de cadáveres pelas ruas. Os mulçumanos reivindicam um Estado independente, o Paquistão. Em busca pela paz, Gandhi aceita a divisão da Índia, com o fim de evitar mais derramamento de sangue entre hindus e mulçumanos, e atrai para si o ódio dos nacionalistas hindus. Usa suas armas silenciosas: o jejum e a oração. Consegue o que nenhum político conseguira. Porém, aos trinta dias do mês de janeiro do ano de 1948, aos 78 anos de idade, é assassinado por um hindu. A causa é pacífica – a injustiça social, em suas múltiplas formas, é oriunda da ganância e do abuso de poder; toda a forma de maus-tratos aos seres vivos quer sejam homens, animais e/ou a natureza –, os meios são pacíficos, a reação opositora é que conduz o homem à guerra.
Certa vez, falei que, Jesus foi o maior político da história. E, logo alguém, fez à pergunta esperada: – Por que político? – Respondi-lhe: Porque o seu compromisso maior foi com a vida – do próximo – e com a verdade. Esses são os requisitos para a formação do caráter de um verdadeiro líder. Lembrei-me de uma frase célebre: ”Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que, não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política." (Gandhi)
O pacificador é um político em potencial. Os que ora, se nos apresentam, são degenerações da boa raiz: politicagens de politiqueiros, jamais políticos e ainda menos, política.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra”.(Mt5.4) “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9) Mansos, são todos quantos, lutam pela paz! De outra forma, nenhumas terras teriam por herdade, nenhum legado, nem mesmo a ‘liberdade’ – os maus, os roubadores, certamente, não abririam mão delas –. Este fazedor de paz, o pacificador, deve ser ativo, é preciso fazer algo. Não sejamos apenas pacifistas, mantenedores da paz, porém, pacificadores, fazedores da paz.
O pacificador tem por pátria o mundo.
O amor é a sua máxima, e, o seu próximo nem sempre é o mais próximo, porém, é todo aquele do qual, se tem conhecimento em injustiça; sua causa é toda a que foge ao amor, e ao respeito, intencionando a promoção da paz. Todas as nações, todos os povos, são de sua total responsabilidade.
Assim, como o senhor de um lar, o é de fato, e a ninguém deve satisfação quanto ao andamento desse – desde que comungue com as leis e estatutos vigentes, abrindo exceção, quanto a toda ação marginalizada, mesmo que dentro do espaço declarado e legalmente seu – desta mesma forma , o ‘pacificador’ tem direito de denunciar todas as ações más dos homens maus, quer seja onde for. Com o intuito de fazer o bem e promover a paz, sem que com isso seja taxado de antiético!
O SILÊNCIO DOS HOMENS BONS É MAIS ATROZ DO QUE TODO O MAL QUE OS HOMENS MAUS POSSAM COMETER! (Gandhi)
É segundo a verdade ora, expressa através desse pensamento Gandhista, porém, coerente com a verdade bíblica: 'Abre a tua boca a favor do mudo, pelo direito de todos os que se acham em desolação'. (Pv 31:8) Que me pronuncio no tocante aos horrores existentes em nações longínquas, tais quais, China ( com sua matança de meninas) e a Índia, do pacificador Gandhi, onde a mulher é tratada como um ser inferior em pleno século XXI. Onde impera o aborto seletivo. Fetos do sexo feminino são selecionados e condenados a morte. E, quando chegam a nascer, são mortas, por afogamento produzido conscientemente pelos próprios pais... Assista se possível, o filme e /ou vídeo Matruboomi. Às fotos e/ou vídeos são deveras chocantes, chegam a agredir a nossa paz interior; a ferir nossas retinas, porém, são chaves para o despertar de que, nem tudo são flores e/ou amores. Há injustiças,horrores, ultrajes e abominações, a espera da denúncia dos 'bons' estruturadores e pacificadores através das letras...


O ABORTO TANTO QUANTO A PEDOFILIA SÃO OS MAIS HORRENDOS CRIMES POR SER UMA AGRESSÃO AO INOCENTE E AO INDEFESO!
A criança é a esperança mundial de dias melhores.
[i]'Instrui às crianças e não será preciso punir os homens[/i]'(Pitágoras).
É fato que toda transgressão atrai uma punição.É lei divina,universal e natural, visto que, a própria natureza reage, diante da usurpação e/ou degradação aos seus limites,em uma demonstração clara e precisa, de que, as leis existem para que as obedeçamos, do contrário, não serão leis.Estas, são implacáveis em sua justiça. Não fazem acepção, e, os que à elas não se moldarem, estarão fora-da-lei e nessa condição marginalizados.
Na nossa nação, Brasil, há quase que impunidade sobre crimes, que estarrecem-nos.A horrenda PEDOFILIA é um deles. Sabemos que recentemente um dito JUIZ - não de futebol, porém, executor das leis -, pedófilo, recebeu por sentença, a aposentadoria - quantos trabalham toda a vida honestamente, sem que possa usufruir desse direito? - para que pudesse aplicar mais tempo à prática do mal?...
Quantos homens bons estão a praticar o maior dos males, mais atroz do que os praticados pelos homens maus... O SILÊNCIO!!! (Paráfrase da frase de Gandhi).
Sejamos pacificadores e não espectadores. Promovamos a paz!
EstherRogessi. Escritora UBE. Mat.3963. Artigo:Quando o Silêncio Se Transforma No maior Dos Males. Categoria: Narrativa. Fonte da pesquisa: Web. Imagens: Web e blog INDI(A)GESTÃO. 05/12/09 