domingo, 4 de abril de 2010

O TEU OLHAR


Amor... Lembro-me do teu olhar...
Sem palavras tudo a falar.
Meu coração ansiando ver-te,
beber-te, me embriagar...

Lembranças, qual tela, a passar,
ora, fazendo-me rir... ora, a chorar!
Amor... Lembro-me do teu olhar...
Sem palavras tudo a falar.

Situações embaraçosas, coisas do amor.
Meus olhos acariciando-te, e, os teus a mim...
Momentos sublimes, sem toques, sem palavras...
Encanto e acalanto, ó meu doce jasmim...
Amor... Lembro-me do teu olhar...


EstherRogessi,Rondel: O TEU OLHAR. 29/03/10
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A VERDADE É LUZ!

"O IMPACTO DA VERDADE CAUSA A RUPTURA DA MENTIRA".
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CONTE ATÉ TRÊS...TRINTA... (FRASE)

"SER SENSATO MEDIR E COMEDIR AÇÕES E FATOS... PODE SER LOUCURA PARA ALGUNS, PARA MIM, É QUESTÃO DE TATO."

EstherRogessi.Frase: Conte Até Três...Trinta... Categoria: Narrativa. 29/03/10

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Às Margens Do Rio Una (Conto Cotidiano)


Viviane foi uma criança feliz. Garota saudável e sapeca...
Brincava com os irmãos de bola de gude e amarelinha, gostava de futebol, pião, e tantas outras brincadeiras de criança. Porém, dentre todas... preferia o jogo de pedras – ela quebrava pedaços de telhas, em tamanho pequeno e iguais e os ralava no chão, para lhes dar o acabamento necessário –, esse jogo, era feito com cinco pedras, e as crianças assentavam-se ao chão e iam com destreza as jogando para o alto e as pegando de volta, a cada etapa vencida, ia sendo mudada a forma do jogo. Ah!... Como ela jogava bem...
Nós éramos vizinhas, morávamos em uma cidade interiorana, onde passamos toda a nossa infância e parte da nossa adolescência.
Lembro com muita saudade, desse tempo de inocência, da nossa infância, vivida na pacata cidadezinha banhada pelo rio Uma – Palmares –. A nossa casa – pois, morávamos lado a lado –, tinha um quintal comprido e lá no final da cerca, havia um portão, que ao abri-lo..., para a surpresa de muitos, bem aos nossos pés, passava o rio..., o rio Una! Rua Maurity. Que felicidade! Eu ficava a observar os pássaros – às lavadeiras –, sobre as pedras, bebericando das águas do rio, que escorriam pedras abaixo, levando tudo quanto nele era lançado... Eu contava meus nove anos de idade, era realmente uma criança inocente, tal qual, a Viviane... O meu irmão mais velho tinha uma varinha de pesca e junto com o irmão de Viviane, pescavam a beira do rio. Alegremente, eu ficava observando a pescaria, falando baixinho, para não espantar os peixes. Eu não tinha muito jeito para a pescaria, porém, a Vivi... Era exímia pescadora.
Pegávamos as varas dos nossos irmãos e lá estávamos nós, na beira do rio, recebendo o vento no corpo e empinando o rosto, para receber às carícias de Deus... Vivi pegava o pão dormido, umedecia e fazia pequenas bolinhas, com muita sabedoria – iscas para os peixes –, pacientemente às colocava no anzol, à medida que os peixes – algumas vezes –, conseguiam roubá-las, sem que ficassem presos. Cada puxão no anzol era motivo de grande euforia. Lá vinha um peixinho brilhando sob o sol, se debatendo, pedindo socorro... Eu os guardava em um cestinho, e depois de longo tempo, ali mesmo, na beira do rio, os tratava junto com a Vivi – eu tinha aprendido cedo a tratá-los –. Uma das brincadeiras que eu mais gostava, era a de “cozinhado”.
Aos sábados, convidávamos as nossas amigas, para brincar no quintal da nossa casa, a minha mãe ficava nos ajudando, sem interferir muito, para que aprendêssemos a lidar, com os alimentos. Cada uma levava um alimento. Preparávamos o nosso almoço, sobre o fogo preparado ali mesmo no quintal, embaixo dos pés de mangueiras. Três tijolos serviam de base – era o nosso fogão – e, com euforia, colocávamos as vasilhas, emprestadas por minha mãe, sentíamos que éramos responsáveis. A mamãe cuidava do fogo – posso dizer mesmo, que, ela era uma criança junto a nós –, e cozinhávamos a lenha. Desta forma, aprendemos a cozinhar. Depois de tratar os peixes, eu os levava para minha mãe, que terminava de lavá-los, os salgava e os fritava, para que orgulhosamente, eu os pudesse comer, com inhame ou macaxeira quentinha... Que satisfação! Olhava e via nos pratos da família, os “coitadinhos” bem fritos, alimentando a todos e fazendo a nossa alegria!


EstherRogessi,Conto Cotidiano: Às Margens do Rio Una, Categoria: Narrativa.05/04/10
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ÀS FÉRIAS DA MINHA INFÂNCIA!


(Conto Cotidiano)

Nascida no interior, menina muitíssimo tímida... Desde criança, sempre fui muito apegada a minha mãe. O meu pai era caminhoneiro e pouco, ficava em casa.
Lembro de um verão, que ficou registrado em minha memória de criança e até hoje permanece, vindo sempre em flashes, me alegrar e me conduzir ao saudosismo.
Papai alugou uma casa na praia de São José da Coroa Grande – litoral de Pernambuco –, e nós, alegremente, colocamos o necessário no caminhão, para àquelas férias – inesquecíveis –, eu era tão pequenina...
Não lembro bem a minha idade na época, se quatro ou cinco anos, o certo, é que há coisas que marcam a nossa vida para sempre, e muitas vezes, são coisas tão simples... Porém, sem que possamos saber o porquê, ao longo dos anos se tornam tão especiais em nossas vidas...
Ah! Eu jamais me esqueci dessas férias; daquela viagem... em cima do caminhão; a casa de praia, com um grande alpendre em seu redor; a grande trepadeira de beleza infinda, que naturalmente, emoldurava o portão de entrada. Cheia de flores brancas..., alegremente eu as colhia e as unia, umas as outras, criando lindos colares havaianos...
Logo abaixo da trepadeira, tinha um banco feito do tronco de um coqueiro, que com certeza, tinha tombado, vencido pela idade... Tão lindo! Na sua simplicidade..., como jamais pude encontrar em nenhum outro, mesmo que feitos com cuidados esmerados e acabamentos em verniz, dando-lhes brilho e perfeição, colocados a venda, nas grandes lojas, e casas da cidade.
Papai nos deixou, lá por três meses...
Precisava viajar sempre..., só podíamos vê-lo, quando de regresso, das longas viagens em seu grande caminhão. Ele tinha que trabalhar duro, para pagar as prestações do mesmo – um Dodge –, novinho em folha ... Assim, ficávamos com a minha mãe, ansiosamente esperando a volta do papai, que voltava sempre... E hoje, não mais!
Ficou a lembrança de um tempo feliz que, não voltará. Tal qual, às águas do rio Una, que passava por trás do quintal da minha casa e que, tantas vezes eu observava o escorrer das suas águas, levando tudo quanto nele era lançado... Sem volta!... Tal qual, o meu pai...


EstherRogessi,Conto Cotidiano:Às Férias da Minha Infância.Categoria:Narrativa.05/04/10
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GUARDA O QUE TENS...

(Conto Cotidiano)

Mônica tinha um lar feliz, um esposo amoroso e um casal de filhos – moços bem criados –. O seu casamento era perfeito, porém, Mônica achou por bem, montar um negócio e, assim, virou pequena empresária, se dedicando ao ramo da criação de bijuterias finas. “MÔN’BIJOUX”. A loja foi crescendo... Mônica já não podia estar no lar, como antes. Assim, achou por bem, colocar uma secretária para ajudá-la nos afazeres domésticos... Uma moça de boa aparência, calma, com encantos naturais. Deu certo!
A casa era impecável; os seus filhos estavam satisfeitos, tudo corria muito bem; às refeições, eram perfeitas, variadas. Havia um cardápio, criado e dirigido, por Alice – a eficiência em pessoa –. A presença de Mônica no lar, aos poucos, foi sendo substituída. Havia alguém cuidando do que lhe pertencia. Materialmente e afetivamente. Afinal de contas, agora, ela se tornara empresária, não tinha pensamento em mais nada, a não ser, em novas criações para a estação vindoura. Sua participação no lar era mínima. Já não sabia mais onde estavam certos objetos, as roupas dos filhos e do marido... Até mesmo às próprias roupas... A família, não mais fazia perguntas a Mônica, sobre coisas que, comumente se faz a uma mãe ou esposa – a dona da casa –. Alice tinha recebido carta branca para agir. Agora, a dona da casa, se transformou em hóspede na própria casa. Às horas das refeições, Alice servia a Mário, com imensa satisfação... Tudo impecavelmente à mesa, porém, Mário recebia atenção especial, que era vista pelos filhos como natural. E até então, despercebida também, por Mônica, que nem a mesa, conseguia se desprender dos negócios.
Alice era eficiente em tudo... Mônica não queria perdê-la! Até as compras do Supermercado, eram feitas por ela, Alice, acompanhada por Mário, sentada lado a lado no carro...
Pablo – filho de Mônica – aos poucos, apaixonou-se por Alice e, nos finais de tarde, quando estavam a sós, vivia momentos de amor que jamais vivera, até então...
Certa noite, porém, Pablo não satisfeito com a tarde que tivera, procurou Alice em seu quarto, em meio à noite. Ficou surpreso por não encontrá-la e começou a busca por toda a casa. Não houve um só cômodo, em que ele não a procurasse em vão... Logo pensou: – Ela está saindo para se encontrar com alguém, enquanto dormimos. Afinal de contas, dentro desta casa ela não está!
Apesar de jovem, Pablo soube controlar o seu ciúme, e calou! Voltou a ter lindas tardes ao lado de Alice, porém, sem se esquecer da sua ausência misteriosa, naquela madrugada...
O desejo de tê-la mais uma vez, fez com que, ele voltasse a procurá-la em meio à noite. Para o espanto do jovem, mais uma vez, Alice não estava em seu quarto. A busca teve início. Como fizera anteriormente, Pablo a procurou por todos os cômodos da casa... Nada! Não satisfeito, abriu a porta de entrada e cuidadosamente observou todo o pátio externo. A casa era tipo condomínio fechado, e a área pertencente à família, se restringia a um espaço pequeno e garagem. Não havia ninguém do lado de fora! Pablo sentou no degrau à porta da casa e pensou: – Ah!... Vou esperá-la! Quero saber aonde ela está passando às madrugadas e com quem... Porém, o sono, o venceu! Dormiu, encostado a porta e acordou com o tombo que levou, quando Alice abriu a porta, para ir comprar o pão para o café da manhã...
Pablo caiu aos pés de Alice, que gritou assustada, acordando a todos – menos a Mônica –. Como poderia Alice pensar ser o Pablo?...
Este, por sua vez, levantou e olhou para Alice em silêncio..., perguntou a si mesmo: – Onde ela estava? Pensei não estar na casa e fora também não... Porém, ela estava dentro de casa! Nos dias que se seguiram, Alice se tornou muito mais eficiente para Pablo... Até que, outra vez, ele decidiu procurá-la na madrugada. Como era de se esperar... Não a encontrou!
Depois do acontecimento da porta, quando Pablo teve a certeza de que Alice não estava na rua e sim dentro de casa, lhe restou uma conclusão lógica, que, prudentemente resolveu ter a certeza e para isso, agiu em silêncio... Cuidou para que fosse feita uma cópia da chave do quarto dos pais... E, quando ao procurar Alice, mais uma vez não a encontrou, calmamente abriu a porta do quarto dos genitores e gritou pasmo: Paai! Aliiice!...
Todas às noites, antes de dormir, a boa Alice, colocava um calmante no leite de Mônica, para que a patroa dormisse igual a um anjo, para que, assim, ela pudesse servir eficientemente a Mário... Na cama do casal, com Mônica entorpecida ao lado!


EstherRogessi, Conto: Guarda o Que Tens Para Que Outro Não Tome a Tua Coroa. Categoria:Narrativa.05/04/10
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O DESBRAVADOR


Adentras... Fincas o teu mastro...
Terra fértil, bem preparada, umedecida e regada
... Caminhos e trilhas há que, ainda desconheço!
Entre planos e curvas, montes e caverna...
Encontra-se uma fonte que, é a dos teus desejos!
Tu ó desbravador incansável...
A percorres passo a passo, e a medes palmo a palmo...
A fita da tua boca deleita-se... e, a terra logo se agita, tremula a
bandeira, meio a vegetação rasteira, que margeia essa fonte...
Intumesce logo os montes.
Voo alçado... gozo infindo, o periquito gorjeia...!


EstherRogessi, Poesia Sensual: O Desbravador.05/04/10


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Quem sou eu

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Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.