quinta-feira, 22 de abril de 2010

O MEU CHÃO!




És minha casa, és o meu chão,

O meu berço... E eu, eterna criança acolhida por ti...

És imenso, és rico em cores..., verde, azul, todas...

És aquarela!És bela! Tens tons de terra...!

Tens sementes... e, as germinas

... És Gera, és Gaia!

Braço que agasalha e que provém o meu sustento.

Alimentas-me e,  por fim... Alimento-te!

Abres-te para dar-me um longo abraço sem braços,

Nesse abraçar... guardas-me, há fusão, somos um!

Um  novo  logo vem, com muito amor o acolhes...

Cíclica existência... Eterno  girar, incansável, indomável!

Quem pode conter-te, deter-te, fazer-te parar?

Quem pode medir-te a palmos ou, ainda...

Percorrer-te totalmente?

Quem pode desvendar-te os segredos?

Quem pode desligar os luzeiros que te alumiam?

 Quer seja noite ou claro dia?

Quem pode suster os teus fundamentos, quando em ira cospes fogo?

Ou...quando os teus mares lavam a terra, levando tudo?

Ó Gaia... Gera, geratriz...

Logo tudo se faz novo!



EstherRogessi, Versos Livres: O MEU CHÃO! Categoria: Poética.22/04/10
http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/meu-pesadelo-poesia-loucura#comments
http://www.Esther.lusopoemas
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

segunda-feira, 19 de abril de 2010

OLHOS DE RAIO X (Vilanela)





(Vilanela)

Meus olhos de raio X revelam
és o que menos se espera...
Verdades teus lábios selam.

Teus carinhos quantos anelam
corpo esguio, alteza impera...
Meus olhos de raio X revelam.

Quantos amores por ti velam
Sabes, que minh’alma desespera!
Verdades teus lábios selam,

Sheba Had veludo do Selam
Amor e ódio teu ser tempera...
Meus olhos de raio X revelam.

Feridas abertas meus olhos viram
Arrancaste-me o coração... fera!
Verdades teus lábios selam,

Sou fera, nossos sentimentos nivelam
África... Sheba, fera fere fera!...
Em ti não há verdades disseram,
Meus olhos de raio X revelam.

ALÉM DO ENTENDIMENTO (Soneto)


(SONETO)

Como entender os desígnios dessa vida?

Poderias ter sido o meu amor primeiro.

Quis Deus apresentar-te por derradeiro,

E, assim, ser a minha existência dorida...


Quero bem entender os porquês da vida.

Minh’alma a ti se apegou por inteiro...

Amor metafísico, sentimento verdadeiro

Que subsiste ao tempo, ventos e a partida.


Às aparentes diferenças não existem no amor,

Os opostos se atraem, compensando toda dor.

Os cataclismas da vida, e todo dissabor;


Às muitas lágrimas, o fluir amargo do interior;

Às muitas decepções e os toques de tambor;

Somos amantes... Resistiu o nosso amor!



EstherRogessi, Soneto: Além do Entendimento, Categoria: Poética, 19/04/10
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

sábado, 17 de abril de 2010

O Meu Amigo Luso


Respeitosamente...

O Meu Amigo...
De um sítio, de outro sítio.
O habilidoso..., surpreendente, envolvente, trágico e cômico...
Criativo...ativo; sedento por conhecer o desconhecido;
valente, temente, carente... O homem dispare, multíplice... O de várias faces, tendo só uma...
O luso, inusitado... O sempre apaixonado pela vida, letras, o literato...
O que diz dos meus versos, serem... Esthereotipados... Inusitados?
ABILIOESTHEREOTIPADOS...Crianças somos, seremos e velozes sonhamos,
metafisicamente unidos, alimentados e amantes do mesmo prato... SOPA DE LETRAS!!


EstherRogessi.O Meu Amigo Luso. Prosa Poética.16/02/10

Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

RABO-DE-FOGUETE / Conto/Fantasia


Quando criança eu sonhava e, me perdia em sonhos. Queria tantas coisas... e, sempre tinha uma pergunta para a minha mãe: – Mãe... A senhora compra pra mim? Ela dizia com um sorriso: – No natal, seja bonzinho! – Mãe... Papai Noel vai me dá, é?
– Se você se comportar bem!
E eu,cruzando os braços, fazendo um bico de zanga falava: – Esse Papai Noel... Faço tudo pra vê–lo..., em vão! Só posso vê–lo nas lojas, eu queria ver quando ele vem colocar os presentes, no nosso sapato, na árvore, não é Lucas – Lucas era o meu amiguinho imaginário – ? A gente sempre dorme..., não dá pra ver nada!
Chegou o Natal, ah! Que lindo... Quantas luzes!
Às ruas da cidade, as casas, tudo muito colorido e muito belo. Quanto brilho! Admirado, a olhar tudo embevecido, com as mãozinhas apoiando o meu queixo, assentei no meio–fio da calçada. Fixei os meus olhinhos nas luzes dos pisca - piscas, da casa em frente. E, de repente... foram piscando diferente, começaram a girar... girar... comecei a sentir uma tontura leve... como que tivesse sido transladado. Cheguei muito alto... Fui voando de braços abertos, como a brincar de aviãozinho... Ouvi um grande barulho rasgando o céu. Um vento tão forte, que virei muitas cambalhotas no ar... Uau! Foi um avião que passou bem pertinho de mim... Como estou voando alto! E subi com muita rapidez e leveza. Eu não sentia o peso do meu corpo. Olhei para baixo... não havia casas, não podia discernir nada. Lá embaixo... parecia, que, todos os pisca – piscas do mundo estavam reunidos... Eu só via pontinhos iluminados, em toda a terra... Foi quando ouvi nitidamente, aquela gargalhada do papai Noel... OH! OH! OH! OH! Quando olhei, lá vinha ele no seu trenó, não deslizando no gelo, mas, voando rapidamente, deixando um rastro de estrelas brilhantes, que iam se transformando em uma chuva de estrelas que, caiam sobre a terra, levando alegria aos corações que, estavam entristecidos... Uau!
Que maneiro...! E ele disse: - Venha de carona!
– Papai Noel, você está muito rápido... Não posso lhe alcançar! Ele deu a volta e diminuindo a velocidade, me puxou pelo braço, para o trenó. Agora, estávamos eu e o Papai Noel, voando pelo céu, muuito alto...
– Prepara-te criança! Para sentir a alegria, de fazer felizes às crianças do mundo... Vou te levar aos lares pobres e ricos. Vamos distribuir amor, em forma de presentes e laços de fita. Porém, vou eu, mostrar-te o porquê das crianças, nunca me verem... Sou muito rápido!
– E, rapidamente... vi se aproximando até chegar bem pertinho de nós, um belo foguete, de cor vermelha e verde.
-Que bonito! Da sua calda, saia um fogo tão vermelho, quanto a sua cor... Entramos. E logo ele decolou rapidamente. Como se fosse mágica, lá estávamos dentro do foguete. Entrávamos e saíamos rapidamente de cada lar, atravessando as paredes, como se não existissem... e, íamos deixando ao lado das crianças, ou nas árvores de natal, os seus brinquedos, os seus presentes. O foguete estava carregado deles e, quanto mais presenteávamos mais apareciam presentes – nunca deixe de semear, os frutos nascem da semeadura –, eram presentes em caixas grandes e pequenas, de todas as cores e tamanhos. Que sensação maravilhosa... Que presente inesquecível! Eu e Papai Noel, voando alegres, e distribuindo alegria. Semeando as sementes do amor, e da fraternidade... Foi quando ouvi uma voz a falar baixinho: - Ajude-me, ele dormiu sentado na calçada... Pobrezinho! É tão pesado!
Abrindo os meus olhos entendi que, eu estava de volta da viagem espacial, fantasticamente por mim vivida, e jamais por toda a minha vida, esquecida...!
Eu e Papai Noel, juntos, num rabo-de-foguete!

EstherRogessi.Publicado no Recanto das Letras em 02 /12 / 2008 Código do texto: T 1314719
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

PAPAI NOEL DOS ANIMAIS


Ah! Como estou feliz! Como estou ansioso...
Dizia o Lucas filho do nosso caseiro.
– Por que, Kiquinho? – este era o apelido de Lucas – Você ganhou presente?
– Não... O papai disse que só depois da Ceia de Natal...
– Então, por que tanta felicidade?
– Você esqueceu Paolo, que seu pai nos convidou para a Ceia de Natal e que, hoje, vamos todos à sua casa? Vamos cear juntos... abrir os presentes... Uau! Não vejo a hora de ir... Sua casa é muito linda, muito brilhante. O papai disse a minha mãe, que o seu pai é um bom homem. Muito rico, porém, nos trata como se fôssemos da família....
– Kiquinho, minha mãe disse, que o seu pai era muito amigo do meu pai, desde que eram muito jovens mas, seu pai não gostava de estudar e abandonou os estudos cedo. Meu pai era muito estudioso, muito esforçado. Embora, os meus avós fossem muito pobres... Ele nunca deixou de estudar. Trabalhava para pagar os estudos... Tudo que nós temos hoje, foi pelo muito esforço e perseverança do meu pai... Está vendo Kiquinho, como é bom estudar? Nós temos que estudar muito! E nunca esquecermo-nos dos nossos amigos, meu pai não se esqueceu do seu... Por isso, nós hoje somos amigos. Até o meu cachorro é amigo do seu cachorro...
– É verdade, Paolo... Eu posso levar Tufão para a Ceia de Natal?
– Não sei Kiquinho... Vou perguntar a minha mãe: Mãe! O Tufão pode vir com os Norato – este era o sobrenome da família do Kiquinho –, pra Ceia de Natal?
– Meu filho! Não devemos... Não é bom que animais estejam junto as pessoas a hora das refeições, filho!
– Ó mãe, ele é amigo de Sultão!... Amigos ficam juntos no Natal...
– Paolo, não é a mesma coisa com os animais.
– Ó mãe, Você comprou o presente de Sultão! E por que ele não pode ficar com a gente na ceia?
– Não! Deixe de insistir Paolo!
– Paolo, Paolo...!
– Sim, Kiquinho...?
– Eu não sabia que cachorro ganha presente de Natal! Ah! O meu Tufão vai ficar triste, porque o seu amigo Sultão vai ganhar presente e ele, não! Paolo, o que você comprou para o Sultão?
– A minha mãe comprou um osso muito grande pra ele morder, é um osso de brinquedo.
– Ah! É? Eu não sabia que existia isso...

Kiquinho ficou calado... E toda euforia desapareceu do seu rosto. Agora, ele estava preocupado com a tristeza que Tufão iria sentir, por não ganhar presente... E começou a falar com Deus.
– Papai do céu, eu não quero meu cachorrinho triste... Olha papai do céu, eu posso até não ganhar o meu presente, mas, faz Tulfão ganhar um... O Senhor pode falar com Papai Noel... Ele pode dar um presente ao meu cachorrinho.

Lucas ficou todo o dia sem ânimo para brincar. O sorriso constante sumiu do seu rostinho... Enfim, chegou a hora da grande ceia. Lá estavam todos, arrumados em volta de uma mesa muito linda e farta. Todos sorriam alegremente, e, não perceberam que Sultão, o cachorro anfitrião, entrou de mansinho na sala, acompanhado por Tufão... Ficaram deitados embaixo das cadeiras dos seus respectivos donos, no mais completo silêncio. Enquanto que os empregados, muito bem vestidos serviam à mesa, silenciosamente... De repente, a dona da casa ao pegar o talher para cortar o peru, perdeu o controle, a coordenação motora e, o peru foi ao chão! Tufão levantou-se de repente... E, abocanhou o peru, saindo em disparada seguido de Sultão! Todos ficaram perplexos! Olhando uns para os outros, enquanto que as crianças sorriam e Kiquinho dizia: – Obrigado, Deus! Você falou com o Papai Noel dos animais, e ele deu o presente do meu Tufão!

EstherRogessi, Conto Natal: Papai Noel dos Animais, Categoria: Narrativa.17/04/10

Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

EU VOCÊ & A LAREIRA...

É Natal!... A alegria que em todos percebo, a minha alma contagia. Aumenta-me o desejo, de poder te olhar nos olhos, e assim, com muito amor, te abraçar; curar-me da saudade doída, que tanto me maltratou; sentir o teu cheiro, que se perdeu no ar. Lembro... Que era muito bom! Esquecer as dores passadas. E, tudo no passado deixar... Às feridas que foram abertas, sangraram sem estancar... Usei de tudo, não deu certo... Até que aprendi a perdoar!
Dezoito anos se foram... Sem poder contar contigo, sem contigo partilhar das alegrias do natal. Os nossos filhos, não são mais crianças – embora o sejam eternamente para mim –, seguiram rumos diferentes, tem suas vidas independentes, moram fora do país. Deles recebi presentes e cartões, desejos de que eu seja feliz! Como sê-lo? Eu sou daquelas criaturas que, amam uma só vez na vida! Há pessoas que fazem das suas vidas, um laboratório de amor... Estão sempre propensas a novas experiências. Contento-me com as boas lembranças! E, agora... Depois destes longos anos, arrumei a casa com esmero, estás voltando para mim...
Decorei tudo de acordo com a época. Preparei a lareira, que está queimando, tal qual, o meu coração... Nada mudou! Estou a sentir a mesma emoção... de quando te esperava para namorar, e, na saída te levava ao portão, quando enfim, podíamos nos beijar.
Tão jovens éramos... Tão felizes fomos!
Do infernal desencontro... Prefiro não mais falar!
Chegas no voo das 23h00min. Espero-te! E, a noite passarei aconchegada em teus braços, no calor da lareira, feliz... Sorrirei e de alegria sei que irei chorar!


EstherRogessi, Conto: Cotidiano,17/04/10

Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

Quem sou eu

Minha foto
Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.