quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Original

Não digas que és poeta e tampouco escritor

se tua fé é uma trave e calas no peito a tua dor.

Verdades jogadas fora pra não ferir o leitor

Não digas que és poeta e tampouco escritor!

Assume o belo momento extravasa a tua dor,

grita aos quatro ventos: tua ira, injustiças, desejos,

assume teus personagens sê fiel aos teus sentires,

a inspiração é um lampejo!

Por ela esqueço de mim: minhas correntes partiram-se,

troquei as algemas pelo teclado...

Amo animais, nenhum preconceito trago: gatinho, leão ou veado!

Palavras são para ser ditas, verdades explicitadas,

cada qual a seu momento,cada uma tem seu encanto.

Há encanto no meu momento, no calar há agonia, covardia,

desencanto. Para tal sorte, morte!


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EstherRogessi.Prosa Poética: Cem Por Cento Original.11/11/10

Tábua de Pirulito (linguagem coloquial)

Pirulito
eu fui!
Vestida
imaculada
... Doce!
Desejada
Lambida
... leve,
frenética!

Tábua
eu fui!
Furada
Preenchida!
Puta de putos!
Rapa_ri... gala é a noite,
por fora damas
por dentro lama!
Por que me julgas
condenas?
Meu falar é verdadeiro,
é alívio... é Gritoo!
A vida é minha!
A dor é minha!
Deuuss!
Achas que Ele não é meu?
A censura é tua!
Engula!


EstherRogessi,Poesia Loucura,10/11/10



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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A PERDA DO MELHOR


No meu trem falta um vagão,
no meu vagão, um assento vazio.
Algumas pessoas se aproximam e por pouco,
assentam-se, até a chegada dos seus destinos.
O trem segue,corre pelos trilhos rumo ao inevitável:
a última estação!
Bom seria, termos a quem amamos,sentado juntinho,
a contemplar a mesma paisagem...
A vida nos faz correr mais que o trem, assim, nos encontramos
muitas vezes fora dele.
Concretizamos os nossos sonhos, nos realizamos,
sem que percebamos o quanto perdemos da convivência
com quem amamos... com quem nos ama.
Terminada a busca pelo novo, chega a hora do retorno,o trem é outro!
Há sempre um trem partindo,outro chegando.
Algumas vezes, por mais que ansiemos alcançá-lo,
ele parte sem nós.Só a estação permanece!
Nas nossas lembranças o som do Piuiii!!
Que jamais se esquece!

EstherRogessi



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terça-feira, 9 de novembro de 2010

NA NASCENTE DO MEU EU


Vi-me tão só que escutei os meus pensamentos.
Afogou-se a minh'alma na nascente do meu eu.
Partiste e jamais fiquei...


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domingo, 7 de novembro de 2010

LITERATURA INFANTIL BRASILEIRA

Esta abordagem objetiva a explicitação da necessidade de publicações textuais e personagens infantis afro-brasileiros, afro-indígenas.., enfim, que cada criança possa ter os seus heróis, também, na sua própria etnia.

Por que um dos mais conhecidos e populares personagens infantis negros - O Saci Pererê, denota o mal e retrata a deficiência, como que, algo cômico?

Faz-se necessário haver mudança na Literatura Infantojuvenil Brasileira, concernente aos personagens tradicionais da literatura infantil e/ou infantojuvenil.
As nossas crianças afro-brasileiras necessitam de personagens afro, tanto quanto, de personagens indígenas.

Por que a Branca de Neve além de branca ainda é Neve? Por que as princesas são sempre brancas...?

Uma criança chegou para os seus pais e disse: Não posso ser a princesa na peça teatral da minha escola... As princesas são brancas.

Foi preciso uma exaustiva busca nas prateleiras das nossas livrarias, por livros que tivessem personagens afro-brasileiros na nossa literatura infantil, para que àquela criança tomasse consciência da beleza e importância da sua negritude, sem que sofresse sequelas. Fato que deve começar a ser trabalhado desde a escola.

Em verdade tenho me interessado bastante em conhecer e me aprofundar em tudo quanto diz respeito às nossas raízes. Tenho participado de seminários, oficinas, palestras, cursos e minicursos, com abordagens na cultura afro-brasileira, afro-indígena, tanto quanto da África lusófona.

Certo é que, temos alcançado um relativo progresso concernente a educação anti-preconceituosa do nosso povo. Não podemos negar que as marcas dos seus sofridos passados, persiste. Marcas repassadas em forma de histórias contadas pelos griôts, aos seus descendentes, das quais, hoje, temos conhecimento - o que ressalta a importante tarefa desses sábios anciãos.

Nesses anos a literatura infantojuvenil brasileira tem prosperado, isso é fato.Porém, falta divulgação, por isso, a narrativa sobre a dificuldade de se encontrar o citado material literário.

Entre tantos autores maravilhosos temos a Ana Maria Machado com Menina bonita do laço de fita – bela literatura infantil, porém, trago a tona as marcas do passado, das quais, falei anteriormente, dessa feita, através do depoimento de uma educadora que, quando em sala de aula lendo o citado livro, percebeu o quanto o preconceito e as marcas oriundas desse, se faz presente. Exponho parte do seu texto, ao estimular a sala à leitura:
“...Gente, hoje trouxe um livro, do qual, gosto muito. E, quero ler para vocês!” E assim, comecei a fazer a leitura do livro Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado, e, cada página que eu avançava na leitura tinha uma aluna que se contorcia ou se mexia , que demonstrava seu desagrado diante de tal escolha da leitura. Em um determinado momento, já quase do meio para o fim da leitura, a aluna falou, lá de sua cadeira: “Oh professora, eu não gosto desse livro não!” Logo ela, que amava todas as leituras que eu realizava, que estava descobrindo a leitura naquele ano, ela, representante dos afro-descendentes, vir com aquela fala... Mas eu não me intimidei e não fiz o que me pedia, continuei a ler até o fim, mesmo vendo-a fazer caras e bocas. Quando terminei de ler, ela adorou, não a história, mas o fato de não precisar mais ouvir aquela história “chata”.
Depois desse relato, faço algumas observações ou tiro algumas pré-conclusões, ou melhor, faço minhas leituras a respeito do comportamento da criança diante da leitura do livro: acredito que grande parte do desconforto da aluna ( 4º ano , 9 anos de idade) vem da sua cor, pois o livro faz menção a uma criança negra, pretinha e ela é a única criança negra na nossa sala, ou era até o ano passado. Hoje contamos com um menino também; toda vez que lia os porquês do livro explicando por que/ como ficar pretinho todos a olhavam e aqueles olhares lhe causaram mal estar, ela se sentia incomodada, pois, ali se sentia não como representada, como exaltada, mas como a diferente da sala, a negra, inferiorizando-se, já que não se assume enquanto afro-descendente.
Uma outra leitura que pode ser feita também é que ela não se identifica como a menina bonita pretinha, ela se nomeia morena clara, quando questionada sobre sua cor, logo não se identifica como afro-descendente; não se vê representada naquela história, naquelas imagens...”

Diante de todas as conquistas, das quais, temos conhecimento nesses anos, podemos com certeza aplaudir a iniciativa governamental, quando no início do ano de 2003, o então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, reconhecendo a importância das lutas antirracistas dos movimentos sociais negros, reconhecendo as injustiças e discriminações raciais contra os negros no Brasil e dando prosseguimento à construção de um ensino democrático que incorporasse a história e a dignidade de todos os povos que participaram da construção do Brasil, alterou a Lei nº 9.394/96
- que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional -, sancionando a Lei nº10.369/03. A Lei nº 9.394/96 passou a vigorar acrescida de artigos que incluem as seguintes diretrizes:

• Art.26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e
particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileira.

• §1º. O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.

• §2º. Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão
ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.

• Art.79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como "Dia
Nacional da Consciência Negra".

A referida Lei propõe reflexões relevantes para a implementação de ações
educacionais que busquem a superação do racismo e a valorização da população
afrodescendente. Acredita-se que, uma vez alcançados os objetivos previstos nesta legislação, seus efeitos poderão repercutir em toda a sociedade, podendo transformá-la em uma sociedade mais igualitária.

EstherRogessi, Escritora UBE Mat.3963. Fonte de pesquisa Web: jahelina almeida http://www.webartigos.com/articles/46921/1/OLHO-MAS-NAO-ME-RECONHECO-A-CRIANCA-NEGRA-NA-LITERATURA-INFANTIL/pagina1.html#ixzz14cPMhBIi;
RUTH CECCON BARREIROS (UNIOESTE - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ).


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CARTA ABERTA À SILVIA (PALAVRAS DE VIDA)

Querida amiga Silvia,
A vida nos permite adquirir experiências edificantes, quer através de risos ou de lágrimas...
Tendem a somar na edificação de nossas almas. Todas são válidas, costumo beber até a última gota do cálice... Quer seja o vinho suave ou seco, se assim não fora, como saberia discernir-lhes o paladar?
Lendo o recado que postaste em minha página - sempre de forma respeitosa e fraterna -, meditei nas tuas palavras:

"--Esther,
Quem me dará a mão quando do mundo não restar nada...
Quem me mostrará a luz quando meus olhos estiverem cansados da escuridão...
Quem me trará água quando minha boca estiver sedenta...
Quem me mostrará a esperança quando meu mundo estiver tomado de desilusões...
Quem me ouvirá e me dará bons conselhos quando o mundo se fizer de surdo e se calar...
Quem atenderá ao telefone quando minhas mãos tremerem ao discar o número...
Quem irá ouvir meus gritos de socorro e virá me acudir...
Somos fiéis a nossa amizade!
Poderemos estar na beira do abismo
Mas jamais soltaremos as mãos.
Mãos unidas por um forte laço
Chamado AMIZADE
Duas amigas,
Duas almas
Seguindo
Um mesmo caminho...
Grata por estar ao meu lado.
Tu és um anjo em minha vida!
Te amo! Silvia."

Em tempo: Bom final de semana"

– Como disse anteriormente, às muitas experiências que a vida me tem concedido, leva-me a crer, fielmente, que em momento algum, jamais estarei só!
Tenho uma mão que jamais me faltará e, seja qual for a circunstância... estará sempre comigo! Aprendi a não confiar em braços de carne, com Ele, venço o mundo;
Os meus olhos jamais cansarão da escuridão, pois, quem anda na LUZ não tropeça;
Quando eu sentir sede irei ao CAMINHO, a verdadeira FONTE;
As desilusões da vida são passageiras, N’Ele está a esperança;
Aprendi a amar o silêncio e por ele ansiar... Para que, assim, eu O ouça e me deleite em SUA presença. A Sua disponibilidade, para com tantos quantos, O busquem, é eterna;
Quando faltar o telefone; quando eu precisar de socorro... Elevarei os meus olhos para o céu e o meu socorro virá de Deus...!

Amiga, essa é a minha fé, assim procuro viver e não tenho me decepcionado com o Deus que sirvo, Ele honra aos que LHE honra.
Como diz Gandhi em uma das inúmeras frases a ele concedida pelo DIVINO – pois toda boa dádiva, todo dom perfeito, vem do alto, do Pai das luzes, onde não há sombra nem variação ( Bíblia Sagrada): “O homem sem religião é como que um barco sem leme.”
Creia: se tens a Ele, nada poderá te abater, o que N’Ele crer será tal qual, coqueiro: diante das tempestades e ventos fortes, se enverga, desce até o chão, porém, passado o momento, se ergue brilhante e fortalecido, pois, não importa a queda, mas a forma como nos levantamos depois dela!

Fraternalmente:
EstherRogessi.


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sábado, 6 de novembro de 2010

SILENTE DESPEDIDA


DESPEDIDA SILENTE

Naquela manhã de sol brando, busquei teu corpo.
Minhas mãos tatearam sobre o lençol de seda ainda morno
...busca vã, cruel desgosto... Pela janela te vi partir,
paisagem branca, vento frio.., gelou-me a alma, grande vazio.
Vesti-me manso, gesto silente, engoli seco, o que calei...
Benditos os beijos que de ti roubei e outros tantos
... que contigo compartilhei, se voltas para mim? Não sei!



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Quem sou eu

Minha foto
Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.