terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

DEBATE LITERÁRIO EM SÉRIE: Jorge Cortás X EstherRogessi

TEMÁTICA: "A NATUREZA MANSA (OU NÃO) DO HOMEM"



EstherRogessi X Jorge Cortás

XUTA QUE É MACUMBA
Por Jorge Cortás.

Uma vez autorizado pelos leitores a prosseguir com a trova modificada, em razão do número de leituras, não muito grande, mas nada inexpressivo vou continuar postando o gênero poético.
Falei no texto que tenho um amigo que toda vez que se depara com alguma situação embaraçosa, fato desagradável e situações semelhantes, solta logo seu brado de guerra “chuta que é macumba.”
Ranhetice, velhice ou todas estas doenças que terminam em “ice”, a coisa funciona. Começa a surtir efeito desde o semiberro chuta que é macumba. Os desconhecidos po-deres mentais entram em ação e segregam um hormônio chamado contra-aporrinhola, conhecido por poucos na medicina moderna.
A contra-aporrinhola, como seu nome está dizendo, é um velho antídoto segregado pela mesma glândula de produz a serotonina. Esqueci o nome, perdão. Não sou médico, logo não tenho obrigação de saber estas coisas. Dito hormônio tem o poder de espantar abor-recimentos, também conhecidos com o nome de aporrinholas, neologismo criado pela morena, aquela minha velha conhecida, bonita de fazer pena e que está me assessorando na presente tese de alto interesse e profunda indagação.
Reduzindo à expressão mais simples: aporrinhola é tudo aquilo que chateia, aborrece. Neste caso, não duvide: chuta que é macumba!
Por falar em neologismo, nosso simpático João Ubaldo Ribeiro, acaba de ganhar o maior premio da literatura portuguesa. O premio Camões foi merecidamente ganho, reco-nhecendo a obra do literato famoso.
Em dinheiro, cem mil euros, quase trezentos mil reais. Sem falsa modéstia, Ubaldo de-clarou que “se ganhei foi por que mereci”, afirmação verdadeira, muito, muitíssimo oportuna. Um grande abraço, Ubaldo. O povo brasileiro agradece.
Deus do céu, que trapalhada! Também pudera. Quem mandou eu permitir que a morena participasse desta tese?
Um conselho final: não gostou?
Fácil. Chuta que é macumba.


A presente crônica não tem nenhum conteúdo religioso, com se pode ver no texto. Foi publicada no Recanto das Letras, Garganta da Serpente e no meu blog, sem sofrer qualquer restrição de quem quer que seja. O título é conhecida gíria carioca.”
Imagem: Despacho/Google 02/02/10

EstherRogessi

Sabemos que a maioria dos males que recaem sobre o ser humano, podem ser evitados... Na maioria das vezes, o homem recebe o que crer! A força de expressão, exposta no texto do escritor-poeta Jorge Cortás: "XUTA QUE É MACUMBA", denota um caráter forte, do personagem em foco. Ele é conciso, destemido, determinado a não aceitar o que não seja edificante e proveitoso para a sua vida. O seu brado-de-guerra, certamente rasga o reino espiritual em negação a todos os males, e às setas inflamáveis do inimigo de nossas almas. “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia” (Shakespeare). Afirmativa concisa do dramaturgo concernente a existência do mundo imaterial ou espiritual. Logicamente, que, ficam fora dessa visão, os céticos transvestidos ou travestidos de cultura.

O homem que tem uma meta, tem paz, e, o que tem paz, tem visão de Deus, agindo em e com mansidão... Saireis com alegria e por minha paz sereis guiados ( Bíblia Sagrada Is 55.12).
Portanto ao homem natural, ao que não passou por uma transformação espiritual; ao que não adquiriu uma nova identidade em Cristo - não falo em religiosidade, pois o Senhor Jesus, foi condenado pelos doutores da Lei Judaíca, pelos religiosos, seguidores de ritos, da lavagem do homem por fora, porém, de mudança alguma interior -, a esses, lhes é concedido momentos de paz, tal qual, o mar... que ora, beija-nos os pés; ora arrasta-nos para o profundo abismo! Homens de caráter inconstante, tal qual, diz o apóstolo São Thiago (Tg 3.7-12) : O homem foi capacitado por Deus, para dominar sobre todas às feras, sobre todas às coisas, porém, o maior veneno, a maior peçonha, a arma mortífera de todos os tempos, se encontra em nós mesmos - a língua -. O homem que souber dominá-la, dominará o resto do mundo!
Que ela - a língua - seja para paz, exercitemos a mansidão -caráter de Cristo-, sigamos e sejamos guiados por Sua paz, afastando todos os males, em o nome de Jesus!

DEBATE LITERÁRIO
TEMÁTICA: A NATUREZA MANSA (OU NÃO) DO HOMEM
MODERADORA: EstherRogessi. 02/02/10

Nota: Estaremos publicando diariamente os 'Debates', a seguir, os textos serão formatados e farão parte de um slide, forma e-book, que enviaremos aos participantes através de e-mail ( anexado). Sem custos.
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DEBATE LITERÁRIO EM SÉRIE: Rosângela Carvalho X EstherRogessi



DEBATE LITERÁRIO
Rosângela Carvalho X EstherRogessi
Temática: A NATUREZA MANSA (OU NÃO) DO HOMEM
Moderadora: EstherRogessi

ROSÂNGELA CARVALHO
O mundo é complexo, nossa criação é complexa, nosso ser é um bicho inacabado. Nossa linguagem uma blasfêmia constante. Nossa mansidão uma grande ilusão. Tudo de nós é uma pseudo-realidade.

EstherRogessi
O mundo e sua complexidade é fato. Toda a criação é complexa, porém, maravilhosa... Isso, por ser oriunda de um Ser que está além do nosso entendimento, grandioso e inatingível, porém, bem ao alcance dos que Nele crêm. Para alguns, isso é complexidade... Somos seres propensos ao aprendizado e, por que não dizermos que somos seres induzidos...? Fato é que nascemos tal qual, um PC, virgem. E, gradativamente, ao longo da vida, recebemos várias informações. Muitas delas são deletadas mais cedo ou mais tarde. Na maioria das vezes, não somos o que somos, porém o que nos fizeram ser. Crescemos ouvindo sim e não! Quando o homem recebe em si, informações que vêm ao encontro do seu ego, sem que lhes gerem conflitos e/ou rejeições, ele explicita a sua essência.
A realidade de uma ‘família santa’, gerará com certeza, um caráter santificado nos seus frutos - filhos - que, ao receberem em si tais ensinamentos, não estarão imunes de se revelarem contrário a tudo quanto receberam e/ou aprenderam, trazendo a tona os seus verdadeiros eus, demonstrando assim, a existência em si de um pseudo-caráter. Por melhor que seja a árvore haverá frutos que degenerarão, restando-nos o consolo de que a “maioria é formada por bons frutos.”
Essa analogia vem claramente fazermo-nos crer, que apesar dos pesares, vale a pena viver, mesmo sendo a natureza a diicotomia entre o bem e o mal. Porém, creio ser a porção maior composta do bem. Pois, esse suplanta o mal.


ROSÂNGELA CARVALHO Nossa natureza é a dicotomia entre bem e mal, mas confesso muito mais pra mal do que pra bem. Dizer que temos bondade é mentira. Somos todos sem exceção: egoístas e vaidosos. Vivemos pela vaidade e o egoísmo, no fundo somos todos enganados pelo nosso próprio conceito inconsistente.



EstherRogessi A dicotomia faz parte da natureza humana. Assim sendo há em nós duas porções: mal e bem. Porém, a essência contida em cada ser, expelirá o que prevalecer, o que for mais alimentado. Analogicamente somos como que vasos, em cujo interior, foram semeadas duas sementes: boa e má – dicotomia-, a que crescer mais, atrofiará a outra. Vale ressaltar que, atrofiar não é matar! Poderíamos ter uma verdade conclusiva - biblicamente falando – gloriosa, concernente a esse questionamento... O que será feito no final do debate. ROSÂNGELA CARVALHO
Mansidão é ignorar a nossa existência. Quando nos ignoramos perdemos a identidade pessoal e nos tornamos parte da real criação que Deus queria. Tornamo-nos o original que Deus tanto anseia. Estamos muito longe de ser assim, basta ver que contamos nos dedos os seres que tentaram o anonimato. Do anonimato se fizeram heróis verdadeiros - os mansos de coração -que não esperavam ser reconhecidos.

EstherRogessi
Mansidão é a transparência da boa essência. Não se fabrica mansidão. Podemos concluir, que, mansidão não é um estado, porém, fato!
Há uma grande diferença entre ‘bondade e mansidão’.A bondade, nos conduz às boas ações, a um coração prestativo, cooperador e a compartilhar em prol de algo ou de alguém... O dom de ‘SOCORROS’ faz parte do que é bondoso. Porém, nem sempre o bondoso é manso. Podemos presenciar um ato de bondade em quem menos se espera... Ser manso não é se anular, abater-se, renunciar, deixar-se induzir, conduzir, ou se humilhar...
Ser manso é exercer domínio próprio. Ser ponderado no agir e interagir.Ser sensato! Porém, jamais conivente com o mal – o que é conivente com o pecado torna-se um com ele -.

ROSÂNGELA CARVALHO
Mansidão só para Calcutá, Gandhi, Dorothy Stang, São Francisco de Assis... Pessoas que se esquecem –
– para se tornarem puro amor ao próximo – amor de verdade – e assim dedicaram suas vidas. Mansidão se confunde com sabedoria e dom de ser. Serão eles escolhidos antes mesmo de nascerem?


EstherRogessi
Às pessoas que dedicaram suas vidas a uma obra específica - missões -, foram e são especiais. Porém, não podemos afirmar com certeza terem possuído uma essência mansa. Bondosa, é fato, pois, praticaram mais o bem do que o mal. Faz-se notório que nem mesmo a clausura, deu-lhes o anonimato, estão perpetuadas. Meditemos no fato de que, os grandes homens e mulheres de Deus - independendo de seguimentos religiosos, porém, crendo que a porção maior em cada um deles, Cristo -, viveram em carne e por isso estiveram sujeitos aos ‘mesmos sentimentos’que o homem natural. Assim sendo, houve momentos em que se iraram em suas santidades. O Senhor Jesus, assim o fez, quando encontrou mercadores que não reverenciaram a casa do Pai, e fizeram do Seu Templo, mercado, ponto de negócio. A sua ira foi um fato. Pois, revirou tabuleiros e os enxotou do Templo.Chamemos a essa ação, simplesmente ira? Ou ira santa por ter vindo do Senhor? Acaso não diz a Sua palavra: “Seja o teu falar sim, sim, não, não!... Pois, o que disso passar fará parte do maligno?” Ira é ira.
Mesmo durante e após tal atitude Ele jamais perdeu sua essência mansa e santidade.
Há uma confusão imensa sobre o discernir ‘bondade e mansidão.
’Líderes de todas às crenças, jamais, poderão serem apáticos em suas ações e reações...simplesmente por tudo isso não fazer parte do caráter de um líder. Porém, a determinação, pulso forte, coragem e perseverança, os conduzirão às conquistas, às vitórias. O rei Davi, foi um homem de guerras, foi um homem segundo o coração de Deus! Mesmo tendo errado grandemente em sua fraqueza humana.
Como foi dito antes, a verdadeira mansidão vem da essência, é essência, jamais fabricação. Somos, tal qual, panelas-de-pressão. Cuja válvula faz escapar o excesso de calor - o domínio próprio, fruto do Espírito Santo -, porém, se essa for danificada - o homem perdendo o domínio – grande é a explosão e maior será o estrago.Depois de concertada, porém, continuará sendo uma panela-de-pressão, ESSA É SUA ESSÊNCIA.

EstherRogessi,Escritora UBE.Mat.3963. Debate Literário: A Natureza Mansa ( Ou Não) Do Homem. Categoria: Narrativa. 04/02/10.
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DEBATE LITERÁRIO SILVIA MENDONÇA X ESTHER ROGESSI



Temática A Natureza Mansa (OU Não) Do Homem


SILVIA MENDONÇA



Jesus se declarou manso e humilde de coração (Mateus, 11.29). Mas não podermos considerar a "mansidão" de Jesus como o contrário de violento, pois o violento faz mal à própria alma: não tem paz nem vive tranquilo. Os violentos gritam e brigam para fazerem valer os seus direitos. Jesus era enérgico: sabia agir, intervir, nos momentos em que era necessário (a exemplo do que aconteceu no Templo Sagrado), mas sempre com mansidão, sem violência nem ira. Gandhi escolheu a não-violência como uma maneira de buscar a paz. Nem por isso, deixava de ser enérgico, firme, em seus propósitos. Assim acontece com muitos pacifistas! Sabemos que a mansidão não é bem vista por ser associada ao comportamento do "cordeiro", àquele que se submete sem maiores questionamentos. Mas, ser manso feito um cordeiro equivale a ser-se totalmente passivo?



EstherRogessi



Neste debate falamos muito sobre mansidão - temática principal - e sentimentos outros, tais quais, bondade, humildade, perseverança e variantes. No debate anterior: Rosana X Esther foi esclarecida a reação do Senhor Jesus - a sua ira – quando da invasão de mercadores ao Templo Sagrado. A escritora Silvia Mendonça, reforça a tese por mim explicitada em tal texto, concernente ao fato de que, mesmo durante e após a ira do Senhor no Templo, em momento algum , Ele deixou de ser manso. Porém deixei claro o meu posicionamento quanto ao fato de que, ira é ira, quer no homem natural, quer no homem santo. A diferença está na forma de fazê-la fluir, de lhe dar expansão.

Sendo eu uma líder religiosa, diga-se de passagem , de mente aberta, sem fanatismo, sem falsa-moralidade, hipocrisia, mas, antes de tudo, primando pela verdade dos fatos, analiso o "Santo e o Profano." Busco coerência nas ações e reações humanas, por crer, que mesmo o santo, viveu em forma humana e esteve sujeito aos mesmos sentimentos, ações, reações e por que não dizer às mesmas falhas - a Bíblia Sagrada, não as omite - ? Todo ser humano - santo ou não - está sujeito a cometê-las. A diferença se encontra no fato de que a ira do santo é momentânea e justa! Mas, é ira em sua mansidão, o que antes foi bem explicitado, de forma coerente.
Como bem diz a escritora 'Silvia Mendonça' Sabemos que a mansidão não é bem vista por ser associada ao comportamento do "cordeiro", àquele que se submete sem maiores questionamentos.



EstherRogessi



Respondendo a pergunta da escritora: Mas, ser manso feito um cordeiro equivale a ser-se totalmente passivo?



EstherRogessi



Passividade é próprio do inerte, inativo, morto-vivo. Todo homem , quer santo, quer natural, deve ter um caráter definido e atitudes coerentes a esse. Mansidão é mais que um falar polido – quantos cuidam do tom da voz, falam baixinho, porém, baixinho distribuem seu veneno a conta-gotas; quantos ardem em inveja. Há até quem chegue aparentemente manso e intente pregar uma peça contra alguém. Vou tentar ilustrar um fato coerente com esse questionamento:



"Em um site chegou alguém e convidou uma escritora para lançar um projeto. Encorajou-a insistentemente. Pediu para que a mesma, lançasse convites, aos da rede. A escritora creu e lançou tais convites. Acreditou na sinceridade da colega, desconhecia a sua verdadeira intenção . Totalmente inversa ao que pensara, acreditara. A que lançou a idéia, deu até nome ao projeto. Porém, se esquivou totalmente da participação na parceria por ela mesma proposta. Sequer um comentário postou. Teria sido simplesmente um teste da colega? Porém, a que creu, perseverou e, levou adiante. Existem pessoas que costumam honrar o prometido. Somos nós mesmos quem regamos, fazemos crescer (ou não) a credibilidade de tantos quantos, investem confiança em nós.O projeto foi levado adiante. A escritora testada, confiou, exerceu fé e perseverança.Porém, viu-se rodeada por lobos, em complôs contra o que lhe fora proposto. Houve arrazoamentos entre eles - lobos travestidos de cordeiros - , obra má ,contra a que abraçou por fé a tal projeto e com a intenção única de fazer crescer e inovar , para o bem de todos quantos, fazem a rede, inclusive do próprio DONO. Dessa forma, consciente da verdade, tanto quanto, do que ocorria ' por trás dos bastidores' resolveu seguir só...Como que não entendesse o que ocorria -a mansidão gera sabedoria -.



SILVIA MENDONÇA



Será que quando Jesus proclama "felizes os mansos", elogiava a passividade? Tenho certeza que não: quando elogiava a mansidão, Jesus não fazia apologia da desistência. Ser manso pode ser comparado a ser tranquilo? Observemos os peritos que desativam bombas; sem perderem o sangue frio, estes arriscam as suas vidas ao lidarem com esses engenhos mortíferos. Hoje, a mecanização deste trabalho contribui sem dúvida para reduzir muito o perigo. Quem nunca viu estes especialistas, deitados de barriga para baixo e, com extrema minúcia, desativarem explosivos? Não acredito na "natureza mansa dos homens". Mas acredito que esse pode ser um debate fantástico.
Conta comigo, Esther. Beijos da Silvia



EstherRogessi



Acreditemos sim, NA NATUREZA MANSA DO HOMEM, desde que saibamos discernir que, mansidão não é apatia, comodismo, conivência e/ou inércia; não é ser tal qual 'cordeiro' pois, se o cordeiro for ao lobo em pele de cordeiro, com certeza será devorado, porém, o manso em certas ocasiões na vida, vê-se forçado a travestir-se de lobo para enfrentar lobos e não sair do confronto dilacerado! Por mais manso que possamos ser, haverá sempre lobos ferozes querendo nos devorar vivos. O apático, o abatido, será devorado, dilacerado, tamanha a inveja reinante entre os homens.

Disse a escritora Silvia Mendonça: Não acredito na "natureza mansa dos homens". Mas acredito que esse pode ser um debate fantástico.



EstherRogessi O que compartilha da bela arte -a escrita - em suas múltiplas formas, confirma do mesmo espírito, cujo principal objetivo é "Estruturar Vidas Através Das Letras." (EstherRogessi)

EstherRogessi.Escritora UBE Mat.3963.Debate Literário:A Natureza Mansa (ou Não)Do Homem.05/02/10. Creative Commons License
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OPINIÕES DIVERSAS SOBRE A TEMÁTICA “A NATUREZA MANSA (OU NÃO) DO HOMEM



THERESA RUSSO & O INÍCIO DE TUDO...
Mas, eu ainda te digo cara poeta...Eu não sou mansa..Mas, tenho bom coração....Acho memorável esse discurso e gostaria muitíssimo de uma roda de debates acerca da "natureza mansa dos homens"...Vamos lá Esther??????
beijos!




Luis Dias de Vasconcelos

Amiga, acho que tenho um bom coração, pois eu o sinto pesado quando não pratico o bem. Mas não sou manso e http://www.microsoft.com/isapi/redir.dll?prd=ie&ar=windowsespero que os mansos de coração jamais se entreguem à inércia ou à misericórdia de quem quer que seja.
Um abraço do Luis



Kedma O’liver

Tema muito polêmico mesmo... muita gente acha que ser manso é falar baixo, andar devagar, não olhar as pessoas nos olhos ( falsas, hipócritas e mentirosas). Eu, opinião própria e formada, independente e apesar
dos ensinamentos que recebi pela vida, pelo curso de Teologia e de outros cursos sobre como lidar com as pessoas. Acho que ser manso é saber aceitar as circunstâncias mas lutar quando ela nos faz infeliz; é gritar quando o falar baixinho não resolve,desde que isso não fira o sentimento alheio; é correr se isso fizer a diferença para alcançar alguém; é expor o sentimento e não ter medo de se tornar ridículo; é pedir perdão, mesmo que o outro não perdõe, ou não seja culpa sua; natureza mansa é uma natureza que tem sede de aprender e humildade para reconhecer que precisa crescer sempre, por mais estudo que tenha. Ser manso é ser ensinável.



Rosana

Mansidão... Palavra que me lembra a calmaria de um barco a vela, sendo levado pra lá e pra cá, ao sabor das ondas do mar, num final de tarde, quando as gaivotas retornam aos ninhos. Lembra também uma plantação de girassol, onde ao meio dia, se prostam como se em oração para olhar ao Ser Supremo. Mansidão é como o vento que leva a folha que cai da árvore, devagar, e aos poucos chega ao destino. Palavra que me lembra uma igreja cheia de fiéis, em oração silenciosa onde se escuta apenas o salto de alguns sapatos. Lembra a calma da mãe que acaricia os cabelos do filho, na hora de alimentá-lo.
Mansidão é aquilo que sinto quando estou em paz. Como sei que isso e outras coisas me fazem lembrar a Mansidão? Quando escuto palavras que me doem na alma. Quando as coisas saem do prumo. Quando eu perco o rumo. Entrar em contato com Deus, pedir a Ele a Iluminação do Espírito Santo e ver a situação de caos na mais profunda paz é o maior exemplo de MANSIDÃO... Creio que ser manso é ser ponderado. É ver todos os lados da situação e tentar se colocar no lugar do outro. É ser doce, sereno... Não é cabível sair do prumo, perder o rumo por causa de situações exteriores. Ter a situação controlada é dificil, mas quem sabe, tentar? Não, não é fácil realmente, mas aos poucos conseguimos respirar fundo, pensar em Deus, pedir a Ele a Iluminação do Espírito Santo e ver a situação de caos na mais profunda MANSIDÃO... Creio que isso é possível. Por outro lado, a MANSIDÃO deve existir, mas sem excluir a verdade e a determinação..



José Lourenço Florentino

"Bem aventurado os mansos, porque possuirão a terra" Sem querer pregar o Evangelho, por ter muito o que aprender, acho que ser manso é ser prudente. Isso não quer dizer que devemos aceitar tudo, sermos eternamente cordeiros, com certeza, surgiriam os aproveitadores. Muitas vezes devemos enfrentar, ir à luta, por ser essa a única solução. O próprio Jesus, ficou tão revoltado quando viu àquela jogatina no templo, que revirou mesas. Considerou aquilo um procedimento muito infame, Ele na sua sabedoria, concluiu que não adiantaria falar:
--- Filhinhos, não deveis fazer isto na casa de meu Pai! Nessa mansidão quantos não zombariam dele?



CONSIDERAÇÕES FINAIS E AGRADECIMENTOS

Amados... Agradeço a Deus por ter posto em minhas mãos a oportunidade de fazer algo diferente neste ‘Portal Literário’ juntamente com os que em união se propuseram a compartilhar da bela arte – a escrita – em prol de um propósito único “estruturar vidas através das letras.” Os meus agradecimentos também a nossa Ana da Cruz, pela abertura para que pudéssemos levar adiante tal propósito. Para mim foi prazeroso interagir com os colegas que gentilmente se doaram, colaboraram nesta ‘partilha literária,’ visando unicamente o crescimento e o aprendizado de tantos quantos, nos acessaram e acessarão - a obra é viva –. Cri... Assim, presencio com alegria a conclusão do proposto, que se me apresentou em um tempo, que se fez bastante difícil - quase sem tempo para publicações –, persisti na medida do possível, pois, sou como que às árvores - morro em pé -, e como tais, devem serem, todos quantos, se propõem a executarem algo. À todos, uma rosa vermelha simbologia do amor e o fogo da paixão pela LITERATURA...


PARTICIPARAM DESSA INOVAÇÃO LITERÁRIA OS COLEGAS POETAS-ESCRITORES..
Luis Dias Vasconcelos / José Lourenço Florentino / Theresa Russo / Kedma O’liver / Jorge Cortás Sader Filho / (a jornalista) Silvia Mendonça / Rosana / Rosângela Carvalho...


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domingo, 31 de janeiro de 2010

O Prado de Adélia



(Verso,reverso, controverso...)

No fértil prado de Adélia verde grama encontrei.
Nele me encontro é o meu prazer diário...
Concisa do existir d’uma Amélia de verdade
diz o compositor, que por amar, se anulou...
O ‘controverso’ desse verso encontrei
No prado de Adélia Prado...
Em prados de grama-seca, vi o anti-social
O viver..., vida anormal em favelas e no gueto
Barraco por eles feitos -prática do diário-,
Jornais, plásticos, paus... fogo aceso com graveto
Lembro da Adélia artista, estruturação realista
Na Briga..., em outro beco:

BRIGA NO BECO
Adélia Prado

Encontrei meu marido às três horas da tarde
com uma loura oxidada.
Tomavam guaraná e riam, os desavergonhados.
Ataquei-os por trás com mãos e palavras
que nunca suspeitei conhecer.
Voaram três dentes e gritei, esmurrei-os e gritei,
gritei meu urro, a torrente de impropérios.
Ajuntou gente, escureceu o sol,
a poeira adensou como cortina.
Ele me pegava nos braços, nas pernas, na cintura,
sem me reter, peixe-piranha, bicho pior,
[fêmea-ofendida,
uivava.
Gritei, gritei, gritei, até a cratera exaurir-se.
Quando não pude mais fiquei rígida,
as mãos na garganta dele, nós dois petrificados,
eu sem tocar o chão. Quando abri os olhos,
as mulheres abriam alas, me tocando, me pedindo
[ graças.
Desde então faço milagres.

De Bagagem (1976)
Adélia Prado. Poesia Reunida. Ed. Siciliano, 10a. ed., São Paulo, 2001


EstherRogessi, O Prado de Adélia, Inspirado no Poema BRIGA NO BECO ( Adélia Prado). 28/01/10

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Conversa Com Adélia

EstherRogessi

A mente humana lembra o que não se quer, nem se planeja.

São flashes em velocidade luz.

Lembranças... eis que em mim estão!

De um passado bem passado... quando criança, nos meus primeiros anos.

Não lembro da chuva, tal qual, chove agora, nem dos seus pingos, n’uma

poça d’água... Adélia.

Lembro de um caderno, página arrancada, para ‘dar vida’ a um barquinho,

que vi correr após a chuva, rente ao meio-fio da calçada...

De minha mãe... com certeza lembro! E, convicta falo: chuchu novinho, angu,

molho de ovos, rosas, amores, flores, cravos...não lhe inspiraram...

Quem sabe nisso também temos afins?

Fugas, reencontros, desencontros... E, uma loucura...

Onde os loucos- de-pedra... são os que se julgam sãos.

Lembro da lua..., eu correndo de cara prá cima n’uma vã tentativa

de fugir dela.

Coisa de doida... Adélia!

Dona Doida
Por Adélia Prado

Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso

com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora.

Quando se pôde abrir as janelas,

as poças tremiam com os últimos pingos.

Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,

decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.

Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,

trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.

A mulher que me abriu a porta, riu de dona tão velha,

com sombrinha infantil e coxas à mostra.

Meus filhos me repudiaram envergonhados,

meu marido ficou triste até a morte,

eu fiquei doida no encalço.

Só melhoro quando chove.

O texto acima foi extraído do livro "Poesia Reunida",
Editora Siciliano - 1991, São Paulo, página 108.
Adélia Prado


EstherRogessi,Conversa Com Adélia (Inspirado no poema ‘Dona Doida’ de Amélia Prado).29/01/10.
http://afesl-es.ning.com/group/adliaprado
http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/conversa-com-adelia-inspirado
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LOUCURA

Loucura é ultrapassar

A barreira do impossível...

O impossível mudar,

Fazendo dele possível.

Loucura é o irreal,

O que foge da razão...

Toda ação 'normal',

Que foge ao nosso padrão.

Toda anormalidade

Por nós vista na vida...

Chamamos de insanidade,

Insanidade há então,

Em toda anormalidade,

Ao que foge do padrão!...

Há ações nessa vida,

Que surgem em um segundo,

Em um momento atroz...

Fazendo do sábio louco,

E do louco um herói!


EstherRogessi,Poesia LOUCURA,Recanto das Letras,12/09/08. CódigoT1175151
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Quem sou eu

Minha foto
Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.