segunda-feira, 31 de maio de 2010

PARNASO!


Ó Apolo... Não poetizo as tuas musas...

Nem me faço ouvir sobre o parnaso no centro da Grécia

- imponentes montanhas, firmes, belas

...rígidas, tais quais, os seios das tuas amantes...

Poetizo à poesia...ao florilégio poético,

aos sentires diversos e afins...

A candura existente em cada traço
... Ao parnaso!


EstherRogessi, PARNASO, Recife, 31/05/10

Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

sexta-feira, 28 de maio de 2010

NOTÍVAGA


Sou notívaga, sou ativa.

Quero vida..vejo a morte!

Vivo a vida... Mortífera sorte.

Vim do sul e vou pro norte.

Sou nubívaga, sou sublime...

Nefelibata.. voo alto!

Rumo, sem rumo..rumo às vagas.

Sou undívaga, d’encontro as ondas

Não as encontro, só desencontros..

Encontros vagos... Cheiro de mato,

chão d'estrelas, vaga-lumes

...vagueiam na escuridão.

Seus lumes reluzem...

Fazem um céu no meu chão!

Cristais escorrem dos olhos meus

Denso véu, pouca visão... Olho pro alto,

Outro céu vejo, estrela cadente...

Chora comigo.. no firmamento, clarão, lampejo!


EstherRogessi, NOTÍVAGA.28/05/10. Imagem: Web
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

quinta-feira, 27 de maio de 2010

DÉLIA E O GIGANTE (Miniconto)

Paulo amou a Adélia desde o primeiro instante em que a viu.
Ó que linda donzela...! Virgem! Maria..virgem!
Com o coração transbordante de amor, não demorou a casar. Que felicidade!

Paulo trabalhava em sistema de escala de serviço - ora, durante o dia e ora, à noite -.Quando acontecia de dormirem juntos, Adélia acordava cedo, não se demorava na cama. Paulo queria enroscar os pés nos seus..enfiar o nariz nos caracóis dos cabelos de Délia - era assim que ele a chamava - e, outras coisas mais, que o conduzia ao céu..
Porém, ele sempre si perguntava: Qual a razão de Délia acordar tão tarde quando ele trabalhava à noite...?

Aconteceu de Paulo beneficiar a um colega, dobrando a sua escala de serviço e, assim, recebeu do mesmo, a dádiva de poder dormir em casa naquela noite...Que felicidade!
Iria surpreender Délia, tão sozinha naquela cama enorme!

Ao chegar a casa, entrou de mansinho..para surpreendê-la.
Grande foi a surpresa de Paulo...! Um homem enorme estava em pé no seu quarto, enquanto que, Adélia - mulher pequena, porém, de boca grande - batia-lhe quase que a cintura, se deleitava em carícias com o visitante noturno.
Paulo era pequeno e franzino, não teve outra saída a não ser gritar: Solta a mulher do outro!



EstherRogessi, Miniconto: Délia e o gigante, categoria: Narrativa. 28/05/10
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

TESOURO PERDIDO

A busca incessante do ser,

por perder o que tinha às mãos

...sem entender o seu real valor,

e..continuar sem ver, simplesmente

por não si encontrar..!

Olhar inquieto, inquietante busca;

respiração ofegante, ansiedade

...necessidade, ociosidade.

Tanto teve, tanto deixou para trás...

E, hoje, que falta tudo faz!



EstherRogessi: Prosa: Tesouro Perdido, Imagem: Web Mural dos Escritores 28/05/10
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

Teoria Literária: O Uso de Tangs


As Tags são palavras-chaves, usadas para agrupar diversas informações que tratam do mesmo assunto publicado. Aparecem sempre separadas por (,) vírgula.
Por muitas vezes, nos deparamos com textos literários, nos quais, se pede o uso de tags, porém, dificilmente, estas, são colocadas de forma correta. Comumente, se pensa – como eu pensava –, que se podia colocar como tags, palavras soltas do texto... Sem ter a certeza, a consciência devida, do seu uso correto.

As tags servem para um sistema de busca por autor, título, referência do(s) assunto(s) do conteúdo, e/ou endereço virtual, dentro da Plataforma Ning e também pelo Google e outros sites com sistemas de busca, podendo cada palavra-chave ser formada por uma palavra solta ou um conjunto (neste caso, vem entre aspas), podendo trazer também referência do(s) assunto(s) do conteúdo textual, caso o título não deixe isso claro ou não consiga contemplar tudo.

Exemplificando o uso de tags no texto abaixo:

"... Maravilhosa realização é para a mulher gerar e parir. A alma do poeta é uma geratriz e parideira incansável..., cada obra a fluir do mais íntimo de sua alma – tal qual mãe, que parindo ao filho se acalma -, deleita-se em ter às mãos, no momento, revelada a obra que até então, achava-se em descanso dentro de si. A mente do poeta é geratriz de filhos perpétuos..."

Tags: O Poeta Não Tem Sexo, Pensamento, Mural dos Escritores

Comentário de Luiz Dias Vasconcelos em 21 agosto 2009 às 16:12

Amiga,enquanto espero o caminhão do leite que me levará para a roça às 17 horas, virtualmente já voltei. Voltarei para reler " O Poeta Não Tem Sexo". Razão, entrei em uma "venda" para comprar panos de chão, pois meu alisador de poltronas é desminliguido e viajarei sentado na tampa da lata de leite e não é que um moço saiu com esta: "Ai! Depressa me arrume um racha e breia, meu caminhão tá saindo". Procurei saber o que ele dissera e descobri que era isto: AÍ, me arrume um pão com manteiga,etc". Depois dessa, vai lá o Luiz entender Tags? Abraços, amiga.

RESPOSTA AO COMENTÁRIO DO AMIGO LUIS...

--Amigo Luis...
Para o homem simples do campo – o brejeiro –, que não aspira a nada mais, do que, viver da roça e, nela morrer.. fica bem o desconhecer a linguagem literária, tanto quanto, a informática – o que seria dos doutores, se não existisse o homem do campo – Amo a simplicidade do campo em todos os sentidos.
Porém, hás de convir, que, mesmo convivendo com este povo maravilhoso e, com a sua simplicidade de expressão oral, foi necessário saberes o significado das palavras que foram ditas, através de um deles, segundo o teu humorado relato:“a depressa me arrume um racha e bréia, meu caminhão tá saindo.”
Tradução: Aí, me arrume um pão com manteiga etc., terminas me perguntando: "Depois dessa vai lá o Luiz entender de Tags"?
Ó Luiz.. quem pergunta quer saber... Mesmo na tua simplicidade de homem do campo, creio, viajando sentado na tampa da lata de leite, tens um compromisso com a Literatura e com os teus leitores, dos quais, eu sou uma. A Internet é um fato! E tenho certeza, de que, se eu não correr atrás desse aprendizado, serei uma escritora analfabeta no mundo da Net, como de fato ainda estou a ser. Por esta razão, procuro informação a respeito e a compartilho com os que como eu, são desejosos de aprender...
É meu dever. Propus - me a escrever, tenho que acompanhar o desenvolvimento, porém, se for preciso, saberei ouvir bem, a linguagem peculiar do homem do campo e me maravilhar com tal.
Nasci, na zona da mata, Palmares /PE com orgulho. Cresci pescando à beira do rio que, passa no quintal da casa que meu pai – um simples caminhoneiro – herdou do meu avô, dono de uma serraria na cidadezinha de Água - Preta – PE ( Município de Palmares). Minha raiz é brejeira.. com orgulho!
Creio, que, por isso somos amigos... Temos certas afinidades. Espero-te... Certa de que bem vais entender o contexto de: “O Poeta Não tem Sexo.”
Abraços poéticos e com Tags!..

EstherRogessi, Teoria Literária: O Uso de Tangs. Categoria: Narrativa. Fonte e imagem: Web Mural dos Escritores. 21/08/09.

Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

sexta-feira, 21 de maio de 2010

DOLOROSA ESCOLHA


Karla teve uma vida abundante, plena.. casou-se aos 17 anos, com Adolf. União baseada em um amor sublime, verdadeiro.
Durante toda a sua vida, jamais houve razão alguma, para que, não pudesse confessar a abundante felicidade por ela vivida em família.

Mãe de três lindos filhos: Anne, Laura e Freud. Todos formados e independentes financeiramente. Porém, afetivamente muito ligados aos pais. Uma família próspera e feliz. Todos adultos e com suas famílias formadas.

Karla vivia e via a multiplicação de sua família, três filhos e oito netos que, fazia os seus dias, mais felizes do que já vivera ao lado de Adolf... A doutora Karla, aos 76 anos de idade, sabia o que era paz, equilíbrio familiar e financeiro. Dedicou-se com esmero e prazerosamente a família e a medicina, ao lado do seu amado esposo Adolf, também médico, e que, contava seus 84 anos, sem abrir mão do exercício profissional. Agora, se depara com um diagnóstico, bem claro, para ambos, sobre uma enfermidade cruel, incurável que, estava desde então arrebatando-lhe a vida.

Começa então, a viver e conviver com as intempéries da vida. Ela não tinha esperanças e nem tampouco seu esposo. Como médicos, conheciam bem cada estágio e o agravamento progressivo do mal que lhe acometera. O que Karla não queria e não só temia, porém, tremia de medo era de sofrer as dores terríveis que ela tão bem conhecia.. Passaram-se cinco meses. E, Adolf sentiu-se mal.

Os filhos pensaram ser resultante das preocupações. Do estresse, por presenciar o desespero de sua esposa e às consequências pelo sofrimento mútuo.

Adolf foi medicado e, logo foram requisitados exames. O Dr.Harold, seu colega o atendeu e fez questão de continuar assistindo-o.

No dia seguinte, o Dr. Harold liga para o filho de Adolf e constrangido lhe expõe o quadro clínico de seu pai.. Um câncer, em estágio adiantado.

–Deus! Como pode? Por quê? Estamos a perder os nossos pais, de uma só vez?

Freud não conseguia entender. Reuniu os irmãos e, contou-lhes a terrível notícia. Grande desespero! A paz que, era peculiar, aquela família deixou de existir. Porém, diante dos seus princípios éticos, de total transparência familiar, não poderiam esconder dos pais, o cruel resultado.

Reuniram-se e choraram juntos.

Os doutores, porém, receberam a notícia pelos filhos, de uma forma muito estranha.. Eles – os filhos – puderam presenciar, após um longo tempo de sofrimento, uma calma inquietante no semblante dos seus pais. Foi desconcertante para todos. Eles não entendiam as suas reações.. A doutora Karla trazia no rosto sofrido, uma espécie de riso calmo.. e, o doutor Adolf segurava às mãos da esposa, acariciando-as.., com àquele mesmo sorriso de cumplicidade. Sim, havia algo entre eles...

Era como que, tivessem conversado sobre algo e/ou resolvido alguma coisa que, até então, queriam ocultar dos filhos, da família. Mas, que não passou despercebido por nenhum deles.

O doutor Adolf, que desde o diagnóstico da esposa, resolvera tirar licença, durante toda a sua vida jamais fizera, vivia dia e noite ao lado de Karla. Naquela manhã, ensolarada, Karla e Adolf reuniram a família, para enfim, explicitar o desejo irredutível de ambos, concernente as suas vidas.

– Meus filhos, meus netos, queremos que vocês nos ouçam, sem interrupções, sem histerismos, mas, com a mesma calma que, vocês tem presenciado em nós, nos últimos dias. Pois, precisamos que nos ajudem a concretizarmos o último desejo de nossas vidas. Somos médicos, e durante o longo tempo em que, exercemos a oncologia, medicina do câncer, vimos e sabemos de todo o sofrimento, pelo qual, passam os vitimados por esse horrendo mal. Vivemos uma vida plena; concretizamos em vida, quase tudo que sonhamos; temos uma família linda e, não queremos vê-los definhar com o nosso sofrimento futuro. Sabemos que, não haverá uma morte calma para nós. Portanto, tomamos uma decisão: ajude-nos! Iremos a Suíça, ou a Inglaterra. Queremos nos inscrever em uma “clínica de suicídio assistido”. Pesquisaremos onde melhor poderemos estar nos últimos momentos de nossas vidas. Não nos neguem o direito de escolher entre a dor e a paz. Pois, morrermos dignamente, sem dor, e sabermos que estamos a poupá-los dos sofrimentos que, com certeza, todos vocês passarão assistindo ao nosso sofrer, é tudo quanto desejamos. Não nos obriguem ao contrário!

Todos ficaram como que, em choque!

Jamais poderiam imaginar tal determinação dos seus pais. Tão cheios de vida... Felizes! E, de repente, tais diagnósticos sucessivos.. E, como se não bastassem, agora, vem esse discurso macabro, infernal, inaceitável...!

Karla era agnóstica, não acreditava em Deus, por Sua existência não ser cientificamente comprovada. Porém, não descria da existência de um ser supremo. Só nisso, havia discordância entre eles, e, essa de forma educada. Pois, o seu esposo Adolf, sendo ateu, não cria na existência de Deus e, em nada, além da evolução natural das coisas.

Um silêncio oriundo da perplexidade de todos invadiu o aposento. E, um por um, saíram sem dizer palavra. Desceram as escadas do andar superior da casa dos pais e adentraram a biblioteca, como que, planejado. E, a portas fechadas, se abraçaram.. choraram, até que, Freud quebrou o silêncio.

– Como podemos concordar com tal atitude, com tal decisão? É assassinato!

Art 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos; Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena - reclusão, de dois a seis anos..

Infelizmente, existem essas clínicas de suicídio assistido, porém, a eutanásia é e sempre será assassinato! E, os que se dizem médicos, assistentes de tal ato, não passam de cúmplices nesses assassinatos.. Sou contra a eutanásia - se encontra disposto no caput do art.13 do CC/02, in verbis:

Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes -,

tanto quanto, da distanásia, pois, não podemos terminar uma vida antes do tempo, nem tampouco prolongá-la, como em casos que, foi comprovada a morte cerebral do paciente, porém, ele é mantido vivo, através de o “ventilador mecânico”. Prolongando-lhe o sofrimento!

– Eu sei, Freud.. mas, como proceder, diante da serenidade e decisão de ambos? Lembremos da argumentação deles..

– Anne.. lembremos de Deus; lembremos da Lei dos homens.. Eu sou advogado, como trair a minha crença na Lei e em Deus?

Art 121. Matar alguém: Pena - reclusão, de seis a vinte anos; Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça: Pena - reclusão, de dois a seis anos...

Você não diz nada Laura?

Ó Freud! Estou petrificada com os últimos acontecimentos da nossa família.. Porém, estou meditando em um artigo que li há pouco tempo na Net. O artigo fala a respeito da Dignitas. Uma clínica de suicídio assistido inglesa. Tal artigo chamou-me a atenção tal absurdo, postado em um artigo da Web.

“O Times fala a respeito de mais de 100 britânicos terem colocado fim em suas vidas na popular clínica britânica Dignitas.

Que, não foge às inúmeras críticas por suas atividades. Existem denúncias de que, nem todos que procuram os seus serviços são doentes terminais. Estas são informações do jornal “Guardian” 21/06. O dito jornal obteve uma lista de 114 pessoas do Reino Unido que concretizaram o suicídio assistido nessa clínica.

Entre esses, fatos absurdos, tal qual, o de um casal, que tinha apenas problemas intestinais, três pessoas com problemas renais e outra que sofria de artrite. Tudo isso causou espanto e horror no professor Steve Field, do Royal College of General Pactitioners.


Uma antiga funcionária da Dignitas de nome: Soraya Wernli de 51 anos de idade, criticou certas práticas da clínica, em um artigo no dia 19/07. Wernli disse ao “Sunday Times” que, a Dignitas era uma máquina de fazer dinheiro para o seu proprietário Ludwing Minelli. Conta ainda que, persuadiu com êxito, a uma paciente com câncer, a desistir de cometer o suicídio assistido. Encorajou-a dizendo da possibilidade de ela ter uma vida digna e de enfrentar a enfermidade, através de medicamentos. Tempos após, a mulher escreveu agradecendo-lhe a vida”.


Bem, diante de todos esses fatos, não posso concordar com a eutanásia, sou da mesma opinião de Freud.. E, você Anne?

– Eu... penso neles. No que estão esperando de nós... Eles não percebem o que, estão a fazer conosco. Estão colocando às suas próprias vidas em nossas mãos! Não consigo entender.. Como podem, são médicos, fizeram o juramento de Hipócrates, como fugir?

– Você conhece o procedimento dessas clínicas, Freud?

Perguntou-lhe Anne.

– Sim! Já debatemos a respeito na faculdade... Bem, os pacientes, por vontade própria e de pleno acordo com a família, são levados a essas clínicas, tem o direito de desistir até o último momento, de praticar o ato. Assinam a documentação se responsabilizando pelo ato, assim como,os que, lhes acompanham. Instalam-se em um quarto bonito, bem decorado e alegre, com cama de solteiro, mesa com cadeira, janela que geralmente mostra uma linda paisagem e/ou jardim. Tudo é filmado. O médico que assiste ao ato mortal prepara a dose de barbitúrico que, é deixado à mesa, para que o paciente o ingira. Jamais alguém escapou a tal receita.
Finalizado o ato, a polícia é chamada, depois da verificação dos fatos, de posse da filmagem, se tem a “receita da morte” legalizada.

– Assim, Freud...?

– Dessa forma... Laura!

Enfim, decidiram. Não permitiriam tal absurdo! Amenizariam o sofrimento dos seus queridos, através de medicamentos; estariam com eles até o fim. Sem que, assim, praticassem a eutanásia, ou, ortotanásia –o não prolongamento do processo natural de morte, posição diametralmente oposta à distanásia –. E, assim, aconteceu naturalmente, sem dor.. Só a da família.



EstherRogessi. Conto: DOLOROSA ESCOLHA. Categoria:Narrativa. Imagem: Web. Fonte: Agência Câmara e pesquisa Web. Filed Under (Uncategorized, Eutanásia) by Dra. Tania Leimig on 25-10-2009. 22/05/10
Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ânsia por ti


Desejo contido...

Olhos que anteveem o não vivido,

mãos que freneticamente buscam o inalcançado,

nariz, qual radar, a sentir seu perfume, que ficou no ar...

Boca que engole a seco, o gosto do beijo que não pude dar!

Ah!... Esse flâmeo desejo...

Que me agita, enrubesce e me faz lutar, querendo-o saciar!

Os lençóis de seda molhados... resultado do ato solitário,

por comigo você não estar!

Por quanto tempo ainda hei de te esperar?




EstherRogessi, Prosa poética: Ânsia por ti, 15/05/10

Creative Commons License
This obra by Attribute work to name is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License

Quem sou eu

Minha foto
Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.