sábado, 4 de setembro de 2010

O DIA MUNDIAL DA AMAZÔNIA


Comemoramos no dia 05 de setembro o Dia Mundial da Amazônia. Sabemos que aos cinco dias do mês de setembro do ano de 1850, foi legalmente criada através da Lei nº 582 a Província do Amazonas, dessa forma, houve a separação dessa região com a então Província do Pará.

Em verdade, anos se passaram e hoje, ao presenciarmos tamanha devastação ambiental, a destruição das florestas e consequentemente dos silvestres que têm nela o seu habitat; e, que dessa forma, consecutivos desiquilíbrios ambientais são gerados, como que, provocando o efeito dominó, até chegar a nós – o homem -, como de fato, hoje se vê; sem que venhamos a acordar, a tomar decisões e a executá-las, em prol da continuidade da vida no planeta; da preservação da natureza. A Amazônia, a “nossa” Amazônia, “doada gentilmente” ao MUNDO. Pois, é conhecida pelo jargão: O PULMÃO DO MUNDO.

Mais de um século se passou, precisamente 160 anos, desde a Lei 582, quando então o “Pulmão do Mundo” era saudável, esbanjava saúde. Podíamos alegremente comemorar a referida data, pois, seria como que, comemorar o aniversário do mundo, o nosso aniversário. Hoje, essa comemoração adquire outra denotação que não a de aplausos e /ou alegria. A Amazônia está em agonia. Solidarismo é a palavra; abraço à causa em prol da vida!

Esse abraço a causa em prol da vida, ou seja, a preservação da Amazônia, acontecerá quando houver conscientização de que a questão é muito mais econômica do que ambiental. Quando forem geridos projetos sérios e viáveis. Tanto quanto o é, a Zona Franca de Manaus que, possui centenas de indústrias de alta tecnologia gerando milhares de empregos diretos e indiretos. Dessa forma, nessas áreas em que há retorno econômico para os seus habitantes, as áreas florestais se apresentam menos devastadas. Pois, no “Santuário do mundo,” os seus santos precisam de alimento diário. E na falta do arroz e feijão, da agonia em ouvir o choro dos filhos pelo leite... Santo se transforma em CUPIM... Haja mata!

EstherRogessi.Escritora UBE. Mat.3963.Crônica O DIA MUNDIAL DA AMAZÔNIA.04/09/10
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O PREÇO DO SONHO

A Net é geratriz de sonhos febris...

A poesia e similares crescem dia-a-dia. Novos autores surgem de toda parte; talentos escondidos que, anos atrás se contentavam, em ter os seus rabiscos guardados no fundo da gaveta, amarelando e que não se encorajavam sequer a mostrá-los aos mais íntimos. Sonhos... tão somente sonhos. Hoje, vivenciam e vêem os seus sonhos transformados em realidade. E, vão além... sonham em publicá-los, em tê-los encadernados, vê-los transformados em livros!

A Net nos proporciona a oportunidade de sermos lidos em todo o mundo. De forma fácil, rápida, abrangente e sem custos financeiros. Tira-nos do anonimato, do fundo das gavetas... e, nos proporciona a admiração, respeito e até mesmo, suscita em muitos a inveja por nossa intelectualidade, dom criativo e sapiência em fazermo-nos entender.

Porém, temos que ter cautela em repassarmos o que criamos. Temos que fazê-lo de forma que satisfaça antes de tudo a nós mesmos. Sonhar é bom e necessário, nos impulsiona a alcançarmos metas. Porém, não busquemos o delírio! Não percamos a moderação... Busquemos equilíbrio e tenhamos os olhos abertos... Dediquemo-nos à leitura, para adquirirmos boas matérias, consistentes e inteligentes. Estruturadoras de fato.

Há dezenas de Blogs, de páginas, de autores com suas multiplicidades de sentires. E, comumente, vemos a busca febril em cada um deles, de postar, produzir .. por não lhes ser admissível a falta de publicação diária, para mostrar competência assídua e manter leitores em números crescentes.
Assim, se arriscam a escreverem textos sem qualidade e até mesmo a serem repetitivos..,se espelham no que lêem de outros, não buscam originalidade... Pois, isso, custa meditação, pesquisa e criação de fato. Enganam-se buscando a fama no muito escrever, ela - a fama - pode vir oriunda do escrever bem e bem escrever, jamais do muito escrever.

Autores febris e compulsivos pescam d’outras fontes, para postarem diariamente mantendo-se em evidência; por outro lado, inescrupulosos editores, pescam-nos e lançam armadilhas editoriais para nos atrair e inescrupulosamente, ter nossos escritos, os quais registram até mesmo fora do país, dando-lhes outro título e ganham fortunas, através desses, dos escritos que colocamos em suas mãos e damos-lhes legalidade inocentemente.., diante do desejo de ascensão... de fama.

A UBE publicou há pouco uma nota textual da CBL (Câmara Brasileira do Livro) alertando os associados sobre a abordagem de empresa que conhecendo os sonhos de milhares de novos autores, em ter publicados os seus livros, prometeu-lhes a concretização desse sonho no exterior - pura armadilha -. A CBL informa aos autores brasileiros que foram abordados pela ONG “Ponte dos Sonhos” que promete textualmente traduzir e publicar livros no exterior - diz o artigo ter sido a informação pescada no site da organização - “tivemos a idéia de criar um livro em que selecionaremos 100 textos de temas variados e transformaremos no livro Ponte dos sonhos (do Brasil para Frankfurt o melhor de nossa terra) o livro será levado pelo stand CBL e acompanhado pela diretora executiva Sarah Aniston,”.

Bem,a CBL afirma se tratar de informação mentirosa e desconhecida por seus representantes legais.
Foi solicitado pela dita ONG um depósito bancário proposto pela Ponte dos Sonhos, indicando as contas bancárias em nome de Izabelle Valladares e NGN Soluções, pode configurar fraude. A CBL vai interpelar a organização Ponte dos Sonhos extra-judicialmente, pelo uso indevido de sua sigla, além de assumir todas as demais atitudes jurídicas aplicáveis. ( Portal UBE 26.08.10)


Devemos nos precaver sempre. Aprendamos a não acreditar em todos os concursos, principalmente, os pagos; a não acreditarmos em Agentes Culturais que nos prometem publicações, exigem nossos depósitos bancários e não assinam nada à benefício dos autores – podemos estar lidando com impostores, caçadores de tesouros alheios. Busquemos sempre imprimir tudo quanto pudermos obter, para nossa futura defesa, em doc.PDF -; aprendamos a só inscrevermos os textos, registrados na Biblioteca Nacional.

E, continuemos crendo que existe gente honesta e desconfiando de quem fez um cesto... poderá fazer mil!



EstherRogessi.Escritora UBE. Crônica: O Preço do Sonho. Fonte da Nota: Portal UBE /SP 02/09/10



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domingo, 29 de agosto de 2010

A POESIA E SUAS NUANÇAS

BREVE HISTÓRICO

Tem-se conhecimento de que a “História da Poesia no Brasil” tenha sido iniciada através dos jesuítas especificamente, através de José de Anchieta. Em tempos passados. Nos grupos escolares, aprendíamos que o catequisador, evangelizador e mestre José de Anchieta, ensinava aos índios escrevendo na areia. Dessa mesma forma ele escrevia versos à Virgem, no primeiro século da colonização do Brasil - século XVI. Porém, com o passar dos séculos, a poesia passou por várias escolas, até a época atual a qual chamamos de pós-modernismo – onde a produção poética ganhou liberdade, seguindo assim, o estilo de cada autor.

ESSA MUSA CHAMADA POESIA

É inconcebível a ideia de ser-se indiferente a ela...essa, musa é literalmente irresistível! Encanta e comove homens e mulheres, de todas as idades, credos, etnias..ninguém consegue resistir-lhe. Aos que desprezam-na por terem a concepção de ser “coisa de mulher,” abraçam-na em forma de música.., uma, é parte da outra..e, as duas juntas é poesia e/ou música.

Quem pode se manter indiferente a obra prima de Carlos Drumond de Andrade, que veio se fixar, na mente e na voz do povo brasileiro - tanto quanto do estrangeiro -, através da maravilhosa melodia, composta pelo compositor-cantor e poeta Paulo Diniz, quando a vestiu de gala, transformando-a quase que, em um hino da MPB intitulado: “ E AGORA JOSÉ?” UM dos mais belos exemplos de POESIA EXISTENCIAL.

E AGORA JOSÉ?
Composição: Carlos Drumond de Andrade
Melodia: Paulo Diniz

E agora, josé?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, josé?
E agora, você?
Você que é sem nome,
Que zomba dos outros,
Você que faz versos,
Que ama, protesta?
E agora, josé?

Está sem mulher,
Está sem carinho,
Está sem discurso,
Já não pode beber,
Já não pode fumar,
Cuspir já não pode,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou,
E agora, josé?

Sua doce palavra,
Seu instante de febre,
Sua gula e jejum,
Sua biblioteca,
Sua lavra de ouro,
Seu terno de vidro,
Sua incoerência,
Seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
Quer abrir a porta,
Não existe porta;
Quer morrer no mar,
Mas o mar secou;
Quer ir para minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
Se você gemesse,
Se você tocasse
A valsa vienense,
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro, josé!
Sozinho no escuro
Qual bicho-do-mato,
Sem teogonia,
Sem parede nua
Para se encostar,
Sem cavalo preto
Que fuja à galope,
Você marcha, josé!
José, para onde?
Você marcha José, José para onde?
Marcha José, José para onde?
José para onde?
Para onde?
E agora José?
José para onde?
E agora José?
Para onde?
A poesia anda de braços dados com a música que é a mais pura expressão poética. Segundo o ensaísta brasileiro Júlio Braga, a música é a expressão poética mais autêntica.

O QUE NOS ATRAI À POESIA?

Podemos dizer que - em parte - poesia são fantasias reveladas. O que nos impulsiona a viver são os sonhos, a fantasia. Tudo quanto se pode obter, nasce de um sonho, de fantasias que podem vir a se tornar concretização. É através dela – a fantasia – que vivemos o impossível ou, melhor, fazemos do impossível possível. Através da fantasia
temos a oportunidade de viajar metafisicamente falando. “vivenciar os nossos sonhos...” Os desejos contidos no nosso âmago.
Adentrando às portas da fantasia, por momentos, assumimos personagens; liberamos a nossa capacitação criadora / e, através dela, trazemos à tona os desejos escondidos em nós, no nosso fiel e eterno companheiro: o “outro eu...” O ser humano é um ser díspare por natureza. Em todos nós existe dualidade: o “eu revelado” e o “eu oculto.” Nesse eu oculto, no “eu fantasioso,” de múltiplos sentires, guardados à sete- chaves.., existe uma parte, a qual, é só nossa.. a outra parte, desconheçemos. Esse oculto do oculto virá à tona, será exposto, em forma de reações às ações à nós dirigidas, em momentos, em situações inesperadas.

A POESIA COMO INSTRUMENTO DE CURA – TERAPIA

Há estados depressivos que são tratados através da poética, da escrita. Quando guardamos nas nossas mentes fatos, acontecimentos, lembranças, que nos corrói a alma e se transformam em traumas; quando negamos compartilhá-los com o próximo, podemos recorrer a eficácia da escrita. Não esqueçamos de que um dia, compartilhávamos com o nosso amigo “DIÁRIO,” o nosso dia-a-dia. A ele, confidenciávamos os nossos mais íntimos segredos. E, quantos desses, se publicados, se tornariam magníficas obras literárias? As cartas que escrevemos - sabendo não enviá-las - que, no momento, serviram de “cura interior.”
Sabemos, que muitas crianças, geralmente costumam conversar com amiguinhos imaginários, principalmente quando não teem irmãos.., fuga da solidão; prevenção contra estados depressivos e apatias que seriam transformadas em males da alma e consequentemente, em doenças psicossomáticas - males da mente refletidos no corpo -. Mente sã corpo são ( Juvenal poeta romano).

A COMPOSIÇÃO POÉTICA E DISCIPLINA À LEITURA, MEDITAÇÃO É CAMINHO PARA A CURA

Há pessoas que sofrem de ansiedade crônica. Costumam expressar esse distúrbio, através da fala - Logorréia- atropelam os que estão com a palavra, em uma demonstração contundente de querer sempre a atenção de todos. Existe um apresentador de TV, que tem esse distúrbio. Quando entrevista alguém, a ansiedade faz com que esqueça a educação e a virtude de saber ouvir. Não deixa o entrevistado responder, falar o que tem de ser falado. Ele é o astro e responde sempre ao que ele mesmo pergunta, deixando o convidado com "cara de tacho." Esse disturbio, essa ansiedade, pode ser tratado através da disciplina da leitura e de exercícios poéticos. Educar a mente e discipliná-la à meditação.

A FANTASIA É UMA PREVENÇÃO CONTRA A LOUCURA

O QUE É “LOUCURA?”

Por EstherRogessi

Loucura é ultrapassar
A barreira do impossível...
O impossível mudar,
Fazendo dele possível.
Loucura é o irreal,
O que foge da razão...
Toda ação anormal,
Que foge ao nosso padrão.
Toda anormalidade
Por nós vista na vida...
Chamamos de insanidade,
Insanidade há então,
Em toda anormalidade,
Ao que foge do padrão!...
Há ações nesta vida,
Que surgem em um segundo,
Em um momento atroz...
Fazendo do sábio louco,
E do louco um herói!

A POESIA COMO DIAGNÓSTICO PSIQUICO

Da fantasia à revelação do “eu oculto.”

Segundo o poeta Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor.
Expressão descrita no seu poema AUTOPSICOGRAFIA .

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Entretanto, podemos através da forma fantasiosa e/ou “fingida” do autor, captar os segredos do seu “eu.”Mesmo sendo ele um fingidor, estando à cada poema se travestindo em personagens mil; criando através da poesia lírica, existencial e/ou de tantos outros tipos - amo a poesia cosmogônica de Adélia Prado -. É sempre possível captar a sua essência.

A POESIA E A LITERATURA CURATIVA E INDUTIVA

Romantismo na Literatura Alemã

O poeta, escritor e romancista alemão Johann Wolfgang Goethe (1774) expressa de forma clara o poder de cura existente na Poesia, na Literatura.

"Onde eu me sentia liberto e aliviado, porque havia transformado a realidade em poesia... meus amigos se enganaram, acreditando que se devia transformar a poesia em realidade."

Estas palavras escritas por Johann Wolfgang Goethe expressaram a sua tristeza, pela horrenda repercussão que obteve o seu romance intitulado: “Os sofrimentos do jovem Werther.” Goethe pensa, no fato de que o romance por ele escrito, cujo contexto expressa as tristezas de Werther – personagem principal - por um amor não correspondido, e, que o conduz a efetuar um disparo na própria cabeça, sendo logo após, encontrado por seu criado mergulhado em uma poça de sangue, e que o narrador dos fatos, conclui dizendo: “ Está morto. Não sofre mais.”

Esta fantasiosa afirmativa levou inúmeros jovens ao suicídio em todo país. Aos vinte e cinco anos de idade, Goethe ficou famoso na Europa e até no Oriente. Por onde o seu romance era lido, sucessivos suicídios aconteciam. A ponto de o Papa colocar o romance de Goethe no índice dos livros proibidos.
“Goethe sempre considerou a poesia como impossível de ser analisada, segundo ele, por se tratar de algo demoníaco...”

– A esse respeito antes de tudo afirmo categoricamente que a Palavra falada e/ou escrita em suas múltiplas formas tem PODER! Penso que a qualidade da água depende da fonte; que temos o que cremos; e que a boca fala do que está cheio o coração.

A poetisa e literata Adélia Prado – a minha admiração e respeito – diz através de uma personagem: “a glória de Deus é que o homem viva”. E a Literatura é, certamente, um modo eficaz de driblar a morte."

– Diante de todo o contexto ora, apresentado, com certeza, sabemos ser a Literatura, a escrita, e a poética em suas variadas formas, fonte de cura. Porém, nós autores, temos a imensa responsabilidade com o que escrevemos, com as nossas palavras. E com o transformar verdades em poesias. Pois, da mesma forma que o segredo deixa de ser segredo quando revelado, fantasias deixam de sê-las quando concretizadas – mesmo que na forma escrita, através de personagens mil.

EstherRogessi.Escritora UBE.Mat 3963. Tutorial: A POESIA E SUAS NUANÇAS. 29/08/10. Fonte: Web. Imagem Clarice Linspector Web.Montagem por EstherRogessi


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sábado, 28 de agosto de 2010

Desativando explosivos


Certamente, existe alguém que diz não crer...

Em quem diz ser, moderado – coisa do passado e passado bem passado.

Certamente existe alguém que diz do que prima pela linguagem;

do que pesa às palavras, simplesmente ser “panaca!”

Certamente, existe alguém que diz que educação é bobagem

... Somos o que determinamos ser!

Quem vive da espada... dela pode morrer!

Não se ameniza a própria dor se tornando agressor!

Não sejamos anjos, nem demônios, sempre os trazemos à tona...

Prefiramos ser uma BOMBA!

Uma bomba desativada... Que quando se espera o BOOM... Falha!

Pavio curto... Não é motivo de orgulho!

Tem dois gumes essa faca... Por o pavio ser curto
[...explodirá em nossa cara!


EstherRogessi.Escritora UBE Mat.3963. Prosa: Desativando explosivos. 28/08/10.
Imagens Web.




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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pedaços de mim...

Parece-me que foi ontem...
Vivas lembranças, de um passado distante, que bem presente está em mim.
Pequeníssimas coisas, acontecimentos em família que, o tempo não apagou.
Retratos de minha vida, álbum vivo sou!
Carrego pedaços de mim...
Minha primeira cartilha colorida... Com animais e nomes em letras garrafais;
meu primeiro talher - Presente de meu pai -, eu.. tão criança, lembranças, que não esqueço jamais; minha primeira professora, ah! Quantas lembranças boas... O verão, em que, papai levou-nos a casa de praia, em São José da Coroa Grande... Lá, ficamos um mês inteiro!
A árvore, da qual, tirávamos às flores e emendávamos umas às outras fazendo colares havaianos... Quanta saudade...!
Os meus avôs maternos... a minha avó, na cozinha fazendo cocadas... e, eu, pertinho, ansiando pelas sobras de quentes, que ela tirava da tábua, e, vendo minha alegria.., ia colocando-as em minhas mãos... e eu, comia, deliciando-me...
O papagaio falador, dos meus avós. Vovô fingia brigar com a minha vó... e grande era a barulhada que ele fazia, gritava: solta ela, solta ela, Máximo!... - este era o nome do meu avô- E grandes eram as gargalhadas, e, ele - o papagaio -, também gargalhava. Que saudades!
Fico a meditar... e, vejo, o quão importante é, na vida de uma criança, todo o dia-a-dia, em família... Nada é pequeno ou sem importância. Os pequeníssimos acontecimentos contam, quer sejam bons ou quer não.
O tempo é implacável!
Não podemos detê-lo e muito menos fazê-lo retroceder.
Com as experiências que o seminário da vida, me tem dado... Com certeza, cuidaria para que os meus filhos, guardassem em suas mentes, quadros muito mais belos... Por experiência própria, hoje, sei...
Somos álbuns vivos. Cada fato, faz a diferença na revelação da foto!
Ah! Se eu pudesse voltar o tempo...

EstherRogessi.Escritora UBE. Nº de Mat.3963. Redação: Pedaços de Mim. Categoria: Narrativa.Imagens Web.08 /10 /08


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terça-feira, 24 de agosto de 2010

D'encontro a utopia


"Mentes amofinadas pelo frio do egoísmo
Estrelas de brilho vulgar
Tomam o brilho da lua
Completando-se"

--Ponho-me a meditar:
Estrela que é estrela brilha naturalmente.
O astro mais brilhante
...está distante da lua que,
cândida e exuberante
encanta o firmamento... e,
aos amantes encanta.
Solitária eternamente...
Por amar o astro-rei - o quente do pedaço-
morador do mesmo espaço
sem o encontrar...Uma só vez!
Lua grande...Astro-Rei!
Grandemente exuberantes...
Eternamente amantes
Um brilha na escura noite...
O outro, faz claro o dia.
Explode de amor o sol
em alta temperatura
desejo apaixonado..,
de um encontro com a lua
...Tal encontro, é utopia;
É pura destruição!
Acontece mesmo assim...
Entre você e eu:
Vivemos no mesmo espaço
sem poder nos encontrar...
Explodes d’amor contido e,
eu, não menos apaixonada...
Brilho calma.. paciente a esperança me acalma.
À espera de que um dia, algo mais forte aconteça,
de que, enfim, então desças, do teu lugar elevado...
Adentres minh’águas mornas e possamos prosseguir
Com o que deixamos no passado!

Duo: D'encontro à utopia, EstherRogessi & Anna Karenina. Em 23/08/10


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Invasor

Insiste-se em mim esse amor
...qual suor brota inesperado
Lutando em esquecer o passado
Faz-se presente... flame dor!

Sofrer...

Antes de ti.. éramos eu e eu
Luta, cansaço, batalha insana...
Caí nos braços de Morfeu
...depois de ti... tu e eu!

Insistência...

No mais profundo de mim
No âmago de minha existência
Outra, pede-me clemência...
Quer voltar quem já se foi!

Paixão...

Fecho a porta então aberta...
Permaneces tu... e eu!
Expulsa fostes..razão!
Fiquei eu: a paixão
...acompanha-me o sofrer meu!

EstherRogessi.Escritora UBE Mat. 3963. Poema: Invasor.Categoria:Poética.24/08/10


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Quem sou eu

Minha foto
Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.