sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ESPÍRITO SOLIDÁRIO




Segundo o Evangelho de São Mateus (8.5-10).
Esse texto contém uma linda lição de solidariedade e autêntico espírito cristão.
Fala-nos sobre o centurião de Capernaum - centurião era o comandante de uma centúria, formada por uma centena de soldados a serviço do Exército romano. Diante disso, subtende-se ter sido um centurião, pessoa de grande prestígio; de conceituada posição; de moral e ética irrepreensíveis perante Roma.

Este homem - o centurião- nos dar mostra de um coração excelente, humilde e quebrantado.
A honrada farda de comandante romano, não fazia com que ele abusasse do poder a ele ortogado. Procurou o Senhor Jesus - homem desacreditado em Roma e perseguido -, não para atender as suas necessidades, mas, buscando cura para o seu empregado. (...) E, entrando Jesus em Capernaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe, (Mt 8.5)
(...) E dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico, e violentamente atormentado (...) (Bíblia Sagrada)
Poderia o centurião pensar ser humilhante para um homem de sua condição e prestígio, ir à procurar do Senhor Jesus e, muito mais, buscando a cura para alguém a seu serviço. Porém, no seu ato percebe-se a humildade, fé e solidariedade, peculiaridades do seu excelente caráter.

Diante da afirmativa do Senhor Jesus de que iria e daria saúde ao seu empregado (Mt8.7), surpreende-nos, em extremo, a mostra de total reverência e humildade do centurião, diante do Mestre: (Mt 8.8-9) (...) E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará; pois também eu sou homem de autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu criado: Faze isto, e ele o faz.(...)

1ªLição: O centurião romano tinha o discernimento de onde encontrar Deus;
2ª lição: discernia, reconhecia que cada homem tem um papel a exercer; assim sendo, devemos respeitar o poder outorgado às autoridades constituídas, quer seculares, quer eclesiásticas, pois, toda autoridade eticamente e moralmente outorgada é constituída por Deus;
3ª lição: Deus opera diante do quebrantamento, da sinceridade e da fé de cada homem. Não importando o seu credo;
4ª lição: quem não é submisso não pode exercer autoridade.

Diante de todo exposto, o mais incrível foi a forma com que o centurião expôs ao Senhor Jesus o poder que Roma lhe outorgara, mas, que ele – comandante de uma centúria - conhecia os seus limites e por assim ser, dava honra a quem de direito.

Verdade prática:

Vivemos tempos difíceis, em que presenciamos os valores éticos serem desprezados.
Presenciamos uma geração - há exceções - brotando meio a sequidão dos bons costumes: ética, moral, respeito ao próximo e a si mesmo; que descarta o ancião, os mestres e a própria família. Geração perversa: crianças e jovens assassinam e têm sede de sangue; apóstatas dos bons ensinamentos, cuja primazia sempre foi instruir crianças e jovens para que fossem homens honrados a enaltecerem a própria nação. “Instrui a criança e não será preciso punir os homens” ( Pitágoras).
Educadores são intimados a agirem contrariamente a seus princípios em preservação a própria vida.
A sociedade se encontra em colapso.
Qual a causa de tamanha degeneração ética, moral e social?
A demasiada abertura que a sociedade tem adquirido por parte dos órgãos competentes, legisladores e ditadores de leis – que nessas, buscam incluir emendas que, satisfaçam às suas ganâncias eleitoreiras, sem a mínima preocupação com a boa formação de caráteres do seu povo, dando mostra de que têm a ascensão por meta, menosprezando a formação moral, ética e intelectual de seu povo – falácia “careta,”pode alguns assim pensar.

Em verdade, essa geração que busca o “modernismo,” caminha rumo ao hedonismo: está sendo gerado um povo libertino, cuja máxima filosófica tem por base: “Se dá prazer é certo.” Este, tem sido o pensamento dessa geração, confundida, longe da humildade, respeito ao próximo, fé e reconhecimento de Deus – repito: há exceções.

Em hipótese alguma, defendamos o estoicismo. Sou liberal, primo pela liberdade construtiva, edificadora, estruturadora. A liberdade jamais deve usurpar os limites morais e éticos.
Até o mar, tem limites e, quando usurpados, grandes são as catástrofes oriundas dessa invasão.

EstherRogessi. Escritora UBE Mat. 3963 25/01/11. Imagem: Web

SOLIDARIEDADE

Aqui, estamos, reunidos e solidários - através da arte -, quer através da escrita, música , ou, imagens -. A temática, ora, apresentada, vem ao encontro da necessidade que, parte do nosso povo necessita - solidariedade.

Diante das catástrofes registradas e presenciadas pelo mundo, no Sul/Sudeste brasileiros, regadas a perdas em todas às áreas, algumas - para muitos -, de consequências irreparáveis, amenizadas, pelo espírito solidário que, pudemos constatar, de forma contundente, e, peculiar ao ser humano. Muitos dos quais, esqueceram a própria dor; suas perdas recentes e se entregaram completamente ao socorro dos necessitados – materialmente e psicologicamente, não de forma demagógica e/ou interesseira, pois as suas próprias dores e perdas derrubaram, qualquer pensamento contrário, ao amor- doação; personagens admiráveis de gestos e ações altruístas; ações de beleza ímpar, que nos faz crer na força inigualável do amor, que nos sustém; no poder de superação do ser humano, diante do inevitável... e, da fé, geratriz de vidas.

O homem é e será sempre o melhor de Deus – seres pensantes, feitos a Sua imagem e semelhança; a mais perfeita obra do Criador, digno de receber sempre: compreensão, socorro, perdão...Solidariedade. Sentires de Amor e Paz.

Certamente, a arte e suas nuanças – através de autores e artistas incontáveis - estão fazendo a sua parte: capacitando-nos cada vez mais aos nobres sentires. É com alegria que, os lemos e vemos explicitados, através da poética - de forma geral – abrilhantando o nosso dia-a-dia e gerindo forças sobrenaturais nos corações desejos e carentes de superação, em todas às áreas de suas vidas, expressões literárias, obras em verso e prosa... Criações nascidas dos corações solidários; sentires diversificados, descritos em cada texto, na forma que lhes é peculiar.

Aproveito o ensejo, para estender-me, um pouco mais, na informação concernente a nossa temática, visto que, estaremos comemorando no próximo dia 31/01 “O Dia da Solidariedade.”
Registro os nossos agradecimentos a quem de fato tornou oficial, esse dia, estabelecendo-o: o Deputado Estadual Cézar Busatto autor da/Lei Estadual/RS Nº 11.693/01. Esse Evento é realizado pelo Comitê de Solidariedade, uma instância de articulação, com representações dos três setores da sociedade.

EstherRogessi. Escritora UBE. Mat. 3963.28/01/11.




quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

ESPAÇONAVE NEFASTA


Metaforicamente falando:

A espaçonave que conduz o homem ao lixo, e, por vezes oferece a primeira passagem, como que, cortesia para uma viagem - dificilmente com direito a volta -, através de comissários(as) de bordo, com destino ao submundo das drogas é nefasta.


Teus moços, tuas moças
Mosquitos e moscas...
Tesouros, tesouras
Riqueza maldita!
Cortantes, cortados
Esfacelando vidas
No jogo da sorte morte...
Droga de vida!

Ao lixo levados,
No lixo lançados...
Atraídos por nefastos
Os bons grãos...
Serão transformados
Entorpecidos, vencidos, serão...

Esperança há!
Recicláveis... Transformação!
Um dia ressurgirão...
Vencida a agonia
nova vida terão.

Canto metáforas...

Metaforicamente escrevendo,
Metaforicamente cantando
... Proseando, nuvem de fumo nefasta...
Pedra de fumo bombástica!

Metáforas...

Metas traçadas, esquecidas
Planos e metas no lixo lançadas
... Perda de visão
Ofuscação!

Metas... Eu tenho:
Reciclagem completa
No mar da escuridão
Claraboia... Libertação!

Metaforizando...

Grafite bailando
No tablado branco
Teclo, teclas, teclado,
Teclando, criando metáforas...

Metaforizando...
Metaforicamente teclando
Metaforicamente poetando,
Narrando, narrando... Metáforas...!


Por EstherRogessi / Letra de música

JÓ 46: uma página a ser escrita




1- Quebrantaste-me,

2- Tiraste-me as escamas dos olhos,

3- Fizeste-me enxergar a imagem do espelho à minha frente:
obscura, díspare...

4- Apresentaste o meu negativo,
o raio X do meu eu!

5- Revelação surpreendente:
alma metralhada nos inúmeros paredões da vida,
pelos Hitleres, Fidels, do dia-a-dia.

6- Milagres acontecem
... O oculto é revelado...

7- Diante do reconhecimento da culpa... o cativo é liberto.

8- Liberdade alcancei, Tua misericórdia é sempterna.

9- Os meus olhos enxergavam só à frente...

10-Os d’alma enxergaram o meu eu...

11- Ensinaste-me a usá-los...Todos!

12- Já não sinto peso nos ombros, nem aflição de espírito...

13- Encontrei-me d’encontro a mim.


Considerações:

Visto que, a intenção do meu eu poético foi "uma página a ser escrita," poderia sim, ser Jó 43...44...etc. Vez que, através do sofrimento, o personagem bíblico em questão chega ao completo conhecimento de Deus em Jó 42 - último capítulo de Jó. Porém, não querendo editar uma página apócrifa, achei por bem, distar em muito (...)UMA PÁGINA A SER ESCRITA.


EstherRogessi. Jó 46-Uma página a ser escrita. Categoria Poética.
Imagem Web.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Voos Apaixonados




Andorinha saltitante a voar na amplidão
Pouco pouso, muitos voos, bater d'asas, pouco chão.

Há um tempo para tudo...

Houve um tempo no passado que de asas encolhidas,
no meu ninho recolhida, calei meu canto, pois desencanto
foi tudo quanto, tive da vida.

Há um tempo para tudo...

O tempo que me fez muda
a minha vida mudou... Aprendi que no meu ninho,
teria só a desdita de fenecer sem ser vista.

Esquecidas as conquistas, deitei sobre as cinzas do ninho
... Levantei então às vistas, vi voantes lá no alto,
ouvi o canto encantado de um ser igual a mim.

Questionei: "Por que entregar-me ao fim?"

São suas asas... iguais as minhas, canto um igual canto.
Se encantou-me o seu cantar o meu canto encantará!

Qual fênix ressurgi e a beleza da vida vi.
Reergui-me, bati as asas, deixei as cinzas pra trás...
O passado... Não volta mais!

Alegra-me o presente...O que o futuro me traz?
Voos apaixonados como não vivi... Jamais!


EstherRogessi
07/01/11

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ARTE OU DESASTRE?




Percebe-se, hoje, o crescimento das publicações literárias, nas editoras conceituadas e, o surgimento das novas, em um país, onde os que escrevem, não se constrangem em afirmar que, detestam ler textos longos – o que dizer dos livros?
Como entender tal declaração oriunda de quem diz amar as letras, a elas se dedicar e sonhar em publicar um livro solo, quando em verdade, quando muito, costumam ler quadrinhas, frases, pensamentos e similares, e, se antes de ler o texto, a preocupação primeira, é com a sua extensão?
Há grandes mensagens em narrativas breves, tanto quanto, textos longos inesquecíveis.

Ora, para escrever bem, se faz necessário ler, mas escrever muito, nem sempre é escrever bem.

O que escreve quer ser lido, sabemos que esse - o escritor, ou, aspirante -, antes, precisa escrever para o seu próprio prazer, porém, ideias, vivências, conhecimento do real e do surreal, fluem para que possamos compartilhar; para estruturação de vidas e, não para implodirmos.

Se antes escrever era o sonho gerado, quase que impossível de se alcançar; acalentado no âmago de milhares e abortado, pelas dificuldades surgidas - desde o preconceito, até a falta de finanças, sem se falar no item: divulgação -, com a descoberta da Internet, e, diante dos inúmeros portais literários, dos quais, temos conhecimento, o sonho de muitos se tornou realidade.
Surgem diariamente publicações com temas e estilos diversos, nem sempre, de boa qualidade.

Escrever é prazeroso. Não esqueçamos, porém, da grande responsabilidade em fazê-lo.
Há textos incompreensíveis, não só por erros gramaticais. São idéias soltas, em nome do modernismo literário; poesias desconexas, de impossível assimilação. Isso, por não haver preocupação em ler, estudar, conhecer técnicas literárias pertinentes, com a arte da escrita.
Defendamos a poesia moderna, os versos livres, e, brancos, sem que, descartemos o conhecimento dessas técnicas. Para isso, precisamos de tempo e dedicação. Impossível ao que posta compulsivamente; ao que transforma o dom da escrita em competição; ao que determinou para si, uma prisão, clausura, dependência, em cumprir uma meta baseada em números de postagens diárias - mostra para os leitores, sem que haja o zelo pela qualidade textual, como um todo.

Ultimamente, li um texto, que não me sai da memória. Não pela mensagem - copiei, colei e reescrevi, para que eu pudesse entender o que o autor tentara dizer... Que pena!

Vamos ler mais e nos preparar para dar. Estou tentando.


EstherRogessi. Crônica: Arte ou Desastre? 07/01/11

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Amor em meio aos horrores da 2ª guerra mundial

Segunda guerra mundial. Auschwitz ano 1944. Campo de extermínio alemão.

O horror se faz presente, o desamor, o ódio. Feras humanas em ação – nazistas x judeus, de todas as idades, do mais idoso, ao mais jovem.. até mesmo, crianças; homens e mulheres, juntos, vítimas da crueldade ilimitada do nazismo.

Naquela manhã, o comandante alemão, chegou ao campo de concentração, trazendo o filho, de apenas sete anos de idade, para que, o pequeno aprendesse como se devia tratar os inimigos. Em dado momento, foi chamado às pressas para solução de um possível problema. Ordenou a oficial alemã, os cuidados devidos, para com o seu filho.
O pequeno descuido da nazista levou o filho do comandante, ao encontro de um garotinho judeu de seis anos de idade. Fritz olhou espantado para o pequeno prisioneiro, e, disse: – Como você é magro! Você não se alimenta? Seus pais não lhe dão alimento?
– Não! Temos pouco o que comer e beber... O seu pai não nos dá comida. A sua roupa é muito bonita, você é forte.. Por que o seu pai dá o melhor pra você e não para nós?

Fritz sentiu um amor profundo pelo novo amiguinho, e, respondeu: – Não sei... Pegue o meu lanche, a oficial me deu, mas não quero! Pode ficar. Eu gostaria de ter um pijama como o seu. Aqui, todos vestem o mesmo pijama...

O garoto judeu olhou para Fritz e disse: – Você é meu amigo e eu vou lhe dar o pijama que você quer, assim, você virá me visitar e ninguém saberá, porque a sua roupa vai ser igual a nossa.
Olha, eu tenho o pijama do meu amiguinho, que foi tomar [i]banho de chuveiro[/i] com o pai, a mãe e outros amigos. Ele não voltou mais. Acho que eles foram embora... Agora, a roupa dele é sua.

Nesse momento, grande agitação aconteceu.
Os guardas corriam enlouquecidos a procura de Fritz. Impulsionado por uma determinação maior, a criança escondeu o amigo judeu, e, disse apressado, colocando o pijama que ganhara na sua pequena valise: – eu voltarei!
Em seguida correu gritando: – estou aqui! Estou aqui!

O comandante alemão levou-o de volta para casa. Fritz não esquecia o amigo do pijama de listras que, conhecera no campo de concentração, onde o pai trabalhava. Na hora das refeições, sempre falava no amiguinho que conhecera. O comandante revoltou-se e disse querer constatar a veracidade do relato do filho.
– Disse a esposa: – vou levá-lo até o campo, quero saber se é verdade, se ele conheceu esse maldito menino judeu.

Cumpriu o que falara. Lá chegando, usou de astúcia e deixou que Fritz procurasse – por ironia do destino – o amigo judeu.
Deu-se o encontro, alegre Fritz abraçou o amigo e disse: – Não precisei vestir o pijama, para vir lhe ver.

Riram por pouco tempo... Logo o comandante chamou o filho, e, o levou de volta a casa.

Quanta ira! O comandante não se continha.
Ligou para o Auschwitz - campo de concentração – e, deu ordens para que o garoto, amigo do seu filho, a família e mais outras dezenas de prisioneiros fossem levados para o [i]“banho de chuveiro”[/i] ao entardecer do dia seguinte. Fritz, escondido na escada da casa, ouviu tudo quanto o pai falou.
Pensou: – Meu pai quer separar o meu amigo de mim, o meu outro amiguinho foi tomar esse banho e não mais voltou! Eu vou ficar com o meu amigo, vou tomar banho com ele, assim, se, ele for embora, da mesma forma que o Joshua, eu estarei lá... Irei também.
No dia seguinte, quando Fritz viu o pai se preparando para ir a Auschwitz, pegou a sua valise, na qual, estava o pijama – presente do seu amigo judeu – e escondeu-se no porta malas do carro do pai. Quando o automóvel estava bem próximo da cerca – limite da estrada, com o Campo de Concentração Alemão –, Fritz aproveitou a parada do veículo e o descuido do pai que, irritado, revistava parte da cerca, onde havia uma cavidade em sua base que, facilitaria a fuga de algum prisioneiro. O garoto alemão escondeu-se. Quando o carro do seu pai encobriu-se, saiu em disparada até a cerca, onde ouviu o pai esbravejar, por tamanho descuido dos seus subordinados.
Ali mesmo, Fritz tirou a roupa e vestiu o pijama - presente do seu amigo judeu. Comprimiu-se na cavidade da base da cerca, e, entrou no campo de Auschwitz. [i]Vestido com o seu pijama listrado[/i]... Esgueirou-se por suas dependências, e, alegrou-se quando viu o seu amiguinho. Ficaram juntos até o entardecer e quando os soldados alemães chegaram e deram ordens brutais para que todos se despissem, deixando as roupas nos cabides, fazendo-os crer que voltariam a vesti-los, depois do banho, Fritz apertou a mãozinha do judeu, e, entrou naquele quarto de porta muito espessa e suja. O compartimento ficou totalmente lotado. Todos magros e nus, de braços para o alto, como ordenavam os soldados, aos gritos, para que coubesse mais gente. Fritz, porém, não soltava a mão do seu amigo, elevada ao alto. Assim, que as portas se fecharam, a luz foi apagada.
Um clarão aconteceu... Uma abertura arredondada, no alto do teto se abriu e, apareceu lá no alto, o rosto do comandante, averiguando a situação. A seguir, ordenou em alta voz que, fosse concretizado o seu plano maligno.
Um soldado começou a jogar sobre os corpos nus, punhados de Zyklon B., logo o gás começou a invadir o ambiente. Morte lenta, agonizante, asfixia brutal.

A mãe de Fritz, sentindo a falta do filho, encontrou um bilhete onde estava escrito: – Papai quer separar o meu amigo de mim. Ouvi quando ele mandou colocar o Joshua no chuveiro em Auschwitz. Vou tomar banho com ele, não vou perdê-lo.

Dor, desespero!
A mulher ligou para o marido em total desequilíbrio emocional.

Às pressas, foi até o campo de concentração.
Na margem da estrada, viu a valise e as roupas do seu filho ao lado da cerca. Logo entendeu que, ele entrara por ali.
Os gritos do profundo de sua alma foram tão intensos, e, verdadeiros, quanto os de todos que passaram por Auschwitz - todos quantos, morreram na câmara de gás.



Por EstherRogessi. Escritora UBE. Mat.3963. 27/12/10

Quem sou eu

Minha foto
Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.