quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ARTE OU DESASTRE?




Percebe-se, hoje, o crescimento das publicações literárias, nas editoras conceituadas e, o surgimento das novas, em um país, onde os que escrevem, não se constrangem em afirmar que, detestam ler textos longos – o que dizer dos livros?
Como entender tal declaração oriunda de quem diz amar as letras, a elas se dedicar e sonhar em publicar um livro solo, quando em verdade, quando muito, costumam ler quadrinhas, frases, pensamentos e similares, e, se antes de ler o texto, a preocupação primeira, é com a sua extensão?
Há grandes mensagens em narrativas breves, tanto quanto, textos longos inesquecíveis.

Ora, para escrever bem, se faz necessário ler, mas escrever muito, nem sempre é escrever bem.

O que escreve quer ser lido, sabemos que esse - o escritor, ou, aspirante -, antes, precisa escrever para o seu próprio prazer, porém, ideias, vivências, conhecimento do real e do surreal, fluem para que possamos compartilhar; para estruturação de vidas e, não para implodirmos.

Se antes escrever era o sonho gerado, quase que impossível de se alcançar; acalentado no âmago de milhares e abortado, pelas dificuldades surgidas - desde o preconceito, até a falta de finanças, sem se falar no item: divulgação -, com a descoberta da Internet, e, diante dos inúmeros portais literários, dos quais, temos conhecimento, o sonho de muitos se tornou realidade.
Surgem diariamente publicações com temas e estilos diversos, nem sempre, de boa qualidade.

Escrever é prazeroso. Não esqueçamos, porém, da grande responsabilidade em fazê-lo.
Há textos incompreensíveis, não só por erros gramaticais. São idéias soltas, em nome do modernismo literário; poesias desconexas, de impossível assimilação. Isso, por não haver preocupação em ler, estudar, conhecer técnicas literárias pertinentes, com a arte da escrita.
Defendamos a poesia moderna, os versos livres, e, brancos, sem que, descartemos o conhecimento dessas técnicas. Para isso, precisamos de tempo e dedicação. Impossível ao que posta compulsivamente; ao que transforma o dom da escrita em competição; ao que determinou para si, uma prisão, clausura, dependência, em cumprir uma meta baseada em números de postagens diárias - mostra para os leitores, sem que haja o zelo pela qualidade textual, como um todo.

Ultimamente, li um texto, que não me sai da memória. Não pela mensagem - copiei, colei e reescrevi, para que eu pudesse entender o que o autor tentara dizer... Que pena!

Vamos ler mais e nos preparar para dar. Estou tentando.


EstherRogessi. Crônica: Arte ou Desastre? 07/01/11

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Quem sou eu

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Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.

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