sábado, 25 de maio de 2013

MÃOS




Foram tão pequeninas, de tatear incerto,
bateram palmas em inocente alegria.
Acenaram ao vento, soltaram beijinhos... Aprenderam  pegar no lápis, traçaram rabiscos.
Veio a descoberta de  como escrever o próprio nome...  sobrenome, identidade que cada um de nós,
 carrega...  Ou  carregou.
Mãos que cresceram, tornaram-se grandes, 

Construíram... destruíram!
Na areia fizeram  castelos, que pouco durou... O mar, 
com suas espumantes
 bailando  para lá e para cá... Desfizeram  os muitos castelos e sonhos. Mãos que  não os puderam segurar!...
Mãos que foram seguradas, para evitar a queda, o cair, tropeçar... Hoje servem de amparo.
Mãos que foram fortes, que no passado me guiaram... Hoje são frágeis.
Perco-me em lembranças... Olho às mãos santas... Gastas e enrugadas, calejadas pela vida.
Os meus olhos, umedecidos, contemplam as mãos que duramente trabalharam para alimentar-me,
pegaram-me no colo, com carinho jogaram-me às costas para comigo rodopiar
... Hoje trêmulas voltam ao estado primeiro... Porém, abundam em amor. 
Meu pai... Hoje pai,  também sou!
O que  aprendi com você ensino ao meu filho...
O que de você recebi... A ele dou.
Futuramente...  As minhas mãos serão para o meu filho,
o que hoje as suas mãos são para mim!




EstherRogessi. Prosa Poética: MÃOS, Recife,13/08/09.

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POSTADO POR ESTHERROGESSI ÀS 03:21 http://img2.blogblog.com/img/icon18_edit_allbkg.gif

Fiel é o que nos chama o qual também o fará

TEXTO IMPFAV (I Tess 5:15) Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros , como para com todos. Regozivai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará. 

Vivemos a época crítica da falta de amor, da inversão de valores, do "modernismo cristão" - algumas vezes transformado em mundanismo,nos templos sagrados, contrário a visão cristocêntrica. 
A ciência evoluiu - graças a Deus, faz-se necessário, para o bem da humanidade; o que há tempos atrás parecia ficção vemos, hoje, transformado em realidade. 
A informática abriu e está a abrir os nossos olhos,  através do conhecimento virtual o mundo se encontra a nossa disposição - na ponta dos nossos dedos. Essa evolução é dádiva de Deus, porém, temos que ter a convicção de que em meio a todo o avanço científico e tecnológico; em meio a toda a evolução da informática, há um registro que independendo do tempo de sua edição, é e será sempre contemporâneo: a Palavra do Senhor. Essa é "imutável", completa em perfeição, em nada precisa se adequar, dispensa modernismos e jamais se moldará a jogos de interesses, e/ou conveniências. Tem por essência o que hoje, está esfriando - o amor e a ética. Fazemos bem em cultivá-los, semeá-los, investirmos neles, para que a terra não se torne árida, como o sertão, e brutalizada como uma arena,onde dificilmente se sobrevive. 

Não podemos deixar de acreditar no ser humano, para que não nos tornemos bárbaros. 
Diante das decepções que nos sobrevêm,o amor tende a esfriar, porém, jamais poderemos nos deter, endurecer os nossos corações, deixando de ouvirmos aos que necessitam de uma palavra, de um gesto, de um estender de mão. O que alimentará o amor em nós, será a busca a Deus, em rogos e orações, para que Ele nos revista de forças para que possamos contemplar as suas mãos, em tudo que possa nos sobrevir, com a convicção de que Ele transforma os males em bençãos e permite coisas tremendas para operar maravilhas. 
A Sua vontade é perfeita e agradável. Aprendamos a glorificar o Seu santo nome, dando sempre graças a Deus, pois Fiel é o que nos chama, o qual também o fará.


EstherRogessi

FAZ-SE NECESSÁRIO



A abelha ferroa... extinguindo-a ficaremos sem o seu delicioso e precioso mel; As rosas não sobreviverão longe dos seus espinhos... 


 EstherRogessi,Pensamento:Faz-se necessário,Recife,22/05/13



FOLHA SECA


Por EstherRogessi


Levantei a cabeça... Estava  bem a minha frente.
Assim, do nada, de repente!
Não disse palavra... Fiquei  petrificada.
Mais de dez anos, sequer uma ligação.
Olhava-me...Esperando ver-me pular em seu pescoço chorando...Desmanchando-me, qual  criança... ao  perder seu pirulito.
Ah! Meu jasmim... Dez anos!
Vieram às chuvas, o sol causticante, até mesmo, a chuva com sol, lembra? Dizíamos ser o casamento  da andorinha com o rouxinol...Onde estava? 
Sua  pele branca, sorridente... meu lindo jasmim!... Quão agradável sentimento  o meu por você... Guardei-lhe nas páginas de minha memória,  tanto tempo... Agora,flor seca, sem perfume. 
Procurou em meus olhos, o brilho, o viço, que o amor dá... Procura vã!
Poderia ser pior... Poderia não  ter  o zelo de guardar-lhe  nas páginas amarelas de minha memória.
Ainda há esperança! 
 
EstherRogessi,
Prosa:Folha Seca,Recife,26/01/09


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SUBLIME PROVA DE AMOR EM MEIO AOS HORRORES NAZISTAS



Naquele casarão frio, de poucos andares, alguns soldados nazistas, com pedras de gelo, no lugar do coração caçavam os judeus  impiedosamente.
Bebes, desde os mais novos, até os anciãos eram exterminados sem compaixão.

Havia uma dúzia de judeus: mulheres,  homens, jovens e crianças; dentre eles, uma mãe cujo bebezinho acabara de mamar. Ao ouvirem  os passos dos soldados nazistas revistando os aposentos do casarão, os judeus afastaram um armário, muito pesado, que encobria uma passagem secreta, acesso para um pequeníssimo cômodo que  suportava bem,uma dúzia de pessoas.

A mãe do bebê olhou para o seu pequeno que após a mamada dormia tranquilo. Falou para os demais:  – Ele costuma dormir de duas a três  horas ,após cada mamada... Vou deixá-lo quietinho, não tenho o direito de arriscar as suas vidas trazendo-o comigo, ele pode acordar e chorar, o que seria fatal para todos.

Com muito pesar entraram no esconderijo, os passos dos nazistas se aproximaram,  eles batiam com o cabo dos fuzis nas paredes procurando descobrir passagens falsas; o barulho acordou o bebê, e a pobre mãe ouviu o disparo de um fuzil, silêncio mortal se fez. No interior da passagem secreta, a mãe judia desmaiou nos braços da companheira de infortúnio.


Obra baseada no relato  da escritora polonesa  Rita Braun, no VI Encontro de Mulheres Escritoras, em S.José do Rio Preto/SP, editado em seu livro “Minha vida no holocausto”.
Por: EstherRogessi, Recife,13/05/13.



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SENTINDO DRUMMOND

A Pedra no Meio do Caminho
Drummond de Andrade

O poema de Carlos Drummond de Andrade intitulado: No meio do caminho, foi publicado pela primeira vez, na modernista Revista de Antropofagia, em 1928. Drummond foi violentamente criticado pela imprensa. Alguns acharam o poema desqualificado, talvez pelas repetições existentes em seus versos, ou ainda, por o autor dizer “tinha uma pedra” e não “havia uma pedra...” Coisas de alguns críticos que desrespeitam a liberdade de criação, e, se assumem autores dos textos alheios.
Verdade é que o sentir de um poeta é peculiar ao próprio poeta, algumas vezes, as críticas servem para tirar o autor do anonimato e imortaliza-lo, Drummond que o diga! Ou melhor... Nós que comprovemos o fato. 

NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.


As sucessivas repetições que o autor faz em seus versos denota, a inquietação do seu eu poético. Sinto ser a mais pura realidade exposta como que ficção, algo que o acompanhou por longo tempo, companhia indesejada, da qual não conseguia livrar-se. O caminho se fez longo, na metade do percurso, se achava detido, não podia completar a jornada – por haver um grande impedimento. A descoberta de como livrar-se de tamanho obstáculo, a fórmula de como removê-lo, é que se lhe apresentou maravilhosa e inesquecível. Não por ter sido algo espetacular em ação, mas poderoso em simplicidade. Tão simples, que por todo o tempo estava bem à mostra, sem que ele conseguisse enxergar, bastava só uma iniciativa, simples ação – quem sabe uma palavra, um estender a mão, um pedido de perdão, o reconhecimento de um erro cometido no passado. 
Por que tanto tempo perdido? A solução era tão simples (...) Nunca me esquecerei na vida das minhas retinas tão fatigadas que no meio do caminho tinha uma
pedra...
Enfim, retirada do meio do caminho. 
Recorda o autor... 

Quem sou eu

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Baronesa da Gothia Rogessi de A. Mendes (EstherRogessi). Pernambucana, outorgada com Título Nobiliárquico - Alta Insígnia BARONESA DA GOTHIA da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, DAMA COMENDADORA da Real Ordem dos Cavaleiros e Damas Rei Ramiro de Leão. Comendadora pelo CONINTER ARTES.. Escritora UBE/SP; Embaixadora da Paz (FEBACLA); Artista plástica, Membro Correspondente de várias Academias de Letras e Artes Nacionais e Internacionais. Consulesa e Comendadora. Tem escritos publicados em Antologias e Revistas Virtuais, no Brasil e exterior. Publicou o seu primeiro livro solo, pela Editora Literarte intitulado "Conflitos de uma alma" Romance ISBN 978-8-5835200-8-5 EstherRogessi recebeu várias premiações nacionais e internacionais.

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